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TAG: Thats True.
A postagem de hoje é essa TAG que tenho de responder. Uma espécie de brincadeira entre os bloggers que se seguem. A Renata do Mania Graciosa foi quem me indicou. E claro que vou participar, pois achei bem interessante para nos conhecermos mais e também ajudarmos uns aos outros na divulgação para nossos leitores e leitoras. Então bóra lá?

Regras:
* Contar 25 fatos sobre mim, sendo 20 fatos verdadeiros e 5 falsos.
* Indicar 10 blogs para responder a TAG, onde cada blog vai ter 6 chances de adivinhar quais os 5 fatos falsos do blog que o indicou;

“Prêmio”: O blog que acertar os 5 fatos dentre os 6 que escolher, terão um post no blog que o indicou, dedicado exclusivamente ao seu blog (para ajudar a divulgar). Se você errar, é você quem terá que fazer um post para o blog que te indicou.

Sobre a resposta: Os blogs terão 1 semana para responder, e assim que todos responderem, o blog que indicou revelará quais são as suas 5 mentirinhas.

Motivo: Ajudar a divulgar o blog entre os leitores dos outros blogs, nos conhecermos um pouquinho mais e ter mais amizade entre os blogueiros.

This Is Not True: Acho que as “mentiras” da Renata do blog Mania Graciosa são:

8 – tenho mania de arrumar camas;

9 – adoro água com gás;

22 – não moro mais com meus pais desde os 17 anos;

23 – durmo cedo, não sou muito da noite;

24 – nunca fiquei loira;

25 – não gosto de bolo de chocolate;

Agora os 25 Fatos sobre mim:

1. sou muito ansiosa;
2. já ganhei o primeiro lugar em um arrancadão de carros que só homens participavam;
3. meu marido é mais novo do que eu;
4. gosto de ficar em casa;
5. já quebrei o meu nariz;
6. dirijo desde os 13 anos;
7. tive váááárias cores de cabelo;
8. escuto Bee Gees;
9. primeira vez que pintei o meu cabelo foi com 27 anos;
10. tenho ao todo 21 tatuagens pelo corpo;
11. só assisto filmes de comédia romântica;
12. tive uma infância de menino;
13. já cravei meu dente no joelho pulando das dunas;
14. não sou uma pessoa ciumenta;
15. primeiro furo na orelha foi aos 11 anos;
16. coleciono gibis;
17. não quero ter filhos;
18. sou explosiva;
19. viciada assumida em chocolate;
20. sou parecida fisicamente com minha mãe;
22. trabalho em um escritório;
23. sou impulsiva;
24. não sei desenhar;
25. bebo muita água o dia todo;

Agora indico os blogs a participar desta TAG:

Mel Campo – Na ponte aérea
Náthaly – Blog da Himmel
Bruna – Divergências Vitais
Sheyla – Blog DMulheres

P.s: Espero que todas participem, hein. Seria bem bacana! Não quebrem a brincadeira.

Cuidado, post saudosista!

Apesar da evolução desenfreada da tecnologia nas últimas décadas, esse saudosismo piegas da nossa velha infância não é em vão. O pessoal na faixa dos 30/40 anos, sabe como ela foi inocente e o quanto a nossa rua foi divertida e um lugar constante de brincadeiras.

Não, nós não tivemos iPad, nem iPhone, sequer internet. Nesse quesito, vimos o surgimento dos primeiros computadores, aqueles com sistema MS-DOS que vinham com ‘Prince of Persia’, hahaha! E era animal na época. Música, em vinil ou fita K7. Vídeos, só em VHS. Portanto, nada de ir no site da Google e procurar links de downloads. Tradução de músicas em inglês? Esqueçam o “letras.mus.br”, pegue um dicionário e traduza frase por frase. Achou precário? De certo modo, era sim.

Porém, tínhamos algo valioso que hoje em dia torna-se cada vez mais raro na infância: um mundo inteiro dentro da nossa cabeça! A imaginação fazia toda a diversão. E como fazia! Criatividade era a palavra.

Não existia o vício chamado selfie. Foto era em família, em datas festivas, aquelas com todos os irmãos na frente de casa. E fazendo pose! Depois, uma baita ansiedade de não poder ver o resultado até a revelação do filme! O ‘pior’ é que sempre ficavam boas. Sei lá, amo fotografia analógica. Eram tempos em que a fotografia tinha um significado. Infelizmente hoje não existe mais. Jamais queríamos coisas caras, eu pelo menos não exigia presente algum. De todas as bonecas que tive, a que mais gostei, uma Emília de pano que minha mãe costurou fora a eleita. Inclusive, brinquedos quanto mais simples eram, melhores se tornavam. Mais exigiria da nossa imaginação.

Sofremos bullying no colégio todos os dias e ninguém se importava, nem usamos isso como desculpa pra sermos violentos como andam hoje em dia. Ostentação era ter lápis de cor da Faber-Castell. Quando nosso dente de leite amolecia, “o barbante e o trinco da porta do quarto” bastavam para arrancá-lo, depois era só jogar em cima do telhado e dizer “São João, São João: leva esse dente podre e traz um são”. Funda era arma branca de porte obrigatório na época. Nos engasgamos com as deliciosas balas soft. Malabarismos com iô-iôs da Coca-Cola. Tetris no Game Boy. MiniBits de lanche no recreio. Bolachinha recheada sabor goiaba enquanto passava Jaspion na TV. Hummm, picolé minissaia. Álbuns de figurinhas colados com cola caseira e o bafo comendo solto pra ganhar figurinhas extras dos amigos. Competição de quem tinha a bike mais ‘envenenada’ da rua, apenas com papelão ou tampa de margarina e um gancho de roupa entre os raios. Surgia a febre do patins inline. Revista em quadrinhos da Turma da Mônica. Tamagotchi. Eita!

Aí você pensa: “- Muito bonito e romântico. Ótimo ter uma rua inteira pra brincar. Mas, e quando chovia?” E eu respondo: “- Um excelente motivo pra pegar a coberta num dia chuvoso e correr para o sofá com um pote cheio de chips sabor esponja e dá-lhe TV!” A televisão era sem dúvida infinitamente melhor, havia mais qualidade na grade de programação e era muito mais divertido (e menos constrangedor) sentar no sofá com toda a família. Séries de super heróis japoneses, desenhos da época, séries sem NENHUM apelo sexual, filmes inesquecíveis da Sessão da Tarde que reprisavam pela enésima vez. Programas de clipes em canais abertos. Um sonho!

Rolavam também os jogos de tabuleiro, como o Ludo, que semeava a discórdia entre meus irmãos e eu! E por muitas vezes, nós, reunidos na sala com a nossa TV Telefunken de madeira e o Dismac VJ-9000 do meu irmão mais velho, competíamos arduamente. Eram horas e mais horas de “quem perde passa o controle pro outro”. Seus jogos e fases intermináveis como Pac-Man, Frostbite, Space Invaders, Plaque Attack, Pitfall, Snoopy, Moon Patrol, Smurfs, Post Man. Delícia de infância. Tive muita sorte de ser de uma família grande e poder brincar tanto, minha infância foi realmente MUITO divertida e inesquecível.

Enfim, éramos apenas crianças sendo crianças.

A infância é algo que passa rápido demais. Crianças, POR FAVOR, não tenham pressa de crescer.

Para finalizar, o clipe de uma música da nossa geração 90’s. Atenção, afastem as cadeiras porque essa música é extremamente contagiante:

Saudade — não à toa, ela é de longe a palavra mais presente nas poesias de amor da língua portuguesa e também na nossa música popular. “Saudade” descreve a mistura dos sentimentos de amor, perda, falta e distância.
Vem do latim “solitas, solitatis” (solidão).

E faz parte da vida sentir saudade. Uma palavra que carrega em si o peso de estar acompanhada na maioria da vezes, por uma dor lancinante. E desde criança, sentimos NA PELE o significado dessa palavra e temos de lidar com ela ao longo de toda nossa existência. Saudade é coisa “abrasileirada”, tem o nosso tempero, um sopro do que fomos e do que vivemos, do que sentimos, de brasileiro mesmo. Não existe em nenhuma outra língua uma tradução livre dessa palavra. É coisa verde e amarela, que faz samba no nosso coração. Saudade realmente é algo que me intriga muito.

Aquela saudade da qual temos o livre arbítrio de pôr ou não um fim nela, quando conseguimos revertê-la na presença da pessoa em questão é sempre deliciosa. É o combustível da vida! A ansiedade de reencontrá-la, mil planos feitos em pensamentos, as conversas fluindo, o ficar junto e pôr um fim nisso. Essa saudade é com certeza bastante tolerável, e de certo modo até prazerosa. Por outro lado, tem aquela que carrega um significado muito mais denso, como a de alguém que amamos e que teve de partir. E ficamos aqui, sem poder voltar no tempo para tê-las novamente em nossos braços e abraços. Sentindo uma saudade interminável de tudo o que ficou por viver desde o ponto em que ela se foi. Parece que a qualquer momento essa pessoa vai voltar e você vai ter que contar tudo o que aconteceu desde então. Ufa! Seria só risos, abraços, choros e papos sem fim!

Saudade é mesmo intrigante. Tão bom olhar para trás e sentir saudade, aquela saudade gostosa, que enche o peito de boas sensações, enche o nosso coração de positividade e amor. Que esvazia a mente, que dá paz de espírito.

Mas a vida é montanha-russa, um eterno sobe e desce, alternando bons e maus momentos. Nunca saberemos o dia de amanhã. E vai que, de um segundo para o outro tudo muda, e você perde algo de tão valioso que no dia de hoje é apenas “o presente” para você? Sentir saudades do passado é trivial, pensar nos planos futuros é necessário.. mas e o “aqui-e-agora”? Saudade diz tudo: já aconteceu, ou alguém já se foi. Que tal pôr em prática na vida a regra de viver pensando na saudade, mas pondo como um exemplo pra vivermos o nosso presente? E viva.

Acho que tenho até exagerado na dose de pensar na saudade. Mas sabe que tem me feito um bem danado? Tem que saber dosar e tomar cuidado, hoje acho que estou sabendo lidar melhor com ela. E a gente aprende a ser uma pessoa melhor, ou pelo menos tenta. Hoje não existe mais nem vestígio da Beatriz que eu era há 7 anos atrás. Ainda bem! E o que me moldou assim? A saudade.

Viva a família, os amigos, viva o próximo. Vamos tentar não precisar da saudade pra saber o que nos faz bem. Viva o amor e as pequenas coisas da vida.

(Um agradecimento em especial à minha mãe, dona Abgail – a minha mais doce saudade).

 

Beatriz Aguiar: catarina, casada, quase uma trintona. Vícios assumidos em nicotina, cervejas especiais, tatuagens, cafeína e Pink Floyd. Trata bicho como gente e “certa gente” como bicho. Tem como um filho, o quatro patas peludo mais lindo e louco desse universo, o Gilmour. Criou esse “treco online” pra esvaziar um pouco a mente já que às vezes isso é necessário. Falar sobre comportamento, fotografia, música, viagens (no verdadeiro sentido do verbo ‘viajar’) e mais outras mil variáveis que rondam o imaginário de uma quase balzaquiana.

Mas com certeza vai fazer aqui o que mais gosta: filosofar sobre a vida. Textos e mais textos. Apenas. E não, não vai rolar aqueles super tutoriais, muito menos posts duvidosos sobre marcas caras ou coisas do tipo, até porque pra ela menos sempre foi sinônimo de mais — e dinheiro não dá em árvore. Seria realmente uma péssima idéia repassar esse tipo de informação, já que a descrevem como “uma mulher com alma masculina” (apesar de saber costurar e pilotar um fogão, vai entender). Nas palavras de amigos mais próximos possui uma “sinceridade inconveniente”. Bizarro ou não, convive com isso há 29 anos. E sim, além de tudo isso ela ainda escreveu a postagem de estréia na terceira pessoa. E baseada na antiga lei ortográfica.

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