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“Perdi vinte em vinte e nove amizades/ por conta de uma pedra em minhas mãos/ passei vinte e nove meses num navio/ e vinte e nove dias na prisão/ e aos vinte e nove, com o retorno de Saturno, decidi começar a viver.”, rezam os versos iniciais do álbum O descobrimento do Brasil, lançado pela Legião Urbana em novembro de 1993.

Renato Russo representou em suas letras toda a sagacidade de uma juventude forte cheia de ideais, aquela que pintou a cara e foi para as ruas em busca das Diretas. Foi poeta, rebelde, tornando-se um ídolo de várias gerações. Um artista completo.
É realmente uma pena que fui conhecer seu trabalho profundamente só aos 13 anos, em 1998. Me apaixonei e me tornei uma legionária depois de ele já ter sido derrotado na sua luta contra a doença que o tornou recluso em seus últimos anos de vida.
E foram muitas as lutas de Renato. Depois de lutar contra ele mesmo renegando sua homossexualidade, uma cena rock n’ roll que ainda não era bem aceita no Brasil, a busca incansável por um herdeiro, seus demônios internos e as drogas. E foi justamente em uma dessas batalhas contra as drogas e em um processo total de rehab em abril de 1993, que Renato Manfredini Júnior escreveu cartas para si mesmo. Foram dezenas delas. Tornando-se então seu diário pessoal, onde fazia questão de falar abertamente sobre tudo aquilo que ele não conseguia expôr em suas canções.

Clique nas imagens para uma resolução maior:

Em 1993 durante os 29 dias em que ficou internado na clínica para dependentes químicos, Renato mal fez ideia de que mais tarde lançariam um livro com algo tão pessoal. Logo ele, que sempre foi um cara introspectivo e reservado, por vezes tímido. Mas ok, não estou aqui para criticar o lucro de Giuliano Manfredini, filho adotivo de Renato e quem detém todos os direitos autorais de suas obras – e tudo mais que envolva o nome de seu pai – sobretudo o nome da Legião Urbana, o que gerou muita desavença com Dado e Bonfá, antigos parceiros de Renato Russo na banda.
Mas como aqui não é programa do Leão Lobo, vamos ao que mais interessa: o livro.

  • Autor: Russo, Renato
  • Idioma: Português
  • Editora: Companhia das Letras
  • Assunto: Biografias
  • Edição: 1
  • Ano: 2015

Sinopse: “Entre abril e maio de 1993, Renato Russo passou vinte e nove dias internado numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro. Durante esse período, o músico seguiu com total dedicação os Doze Passos, programa criado pelos fundadores dos Alcoólicos Anônimos, que incluía um diário e outros exercícios de escrita. É este material inédito que vem à tona depois de mais de vinte anos em ‘Só por hoje e Para Sempre’, graças ao desejo de Renato de ter sua obra publicada postumamente. Entremeando as memórias do líder da Legião Urbana com passagens de autoanálise e um olhar esperançoso para o futuro, este relato oferece a seus fãs, além de valioso documento histórico, um contato íntimo com o artista e um exemplo decisivo de superação.”

Quando dizem “obra publicada postumamente” como um desejo de Renato, acredito que ele falava de suas canções ou poemas. O seu diário pessoal onde expõe todos os medos, fala de paixões, tristezas e sua solidão, é um pouco demais.
Massss, esse é o mercado negro na busca desenfreada pelo dinheiro. E o pior de tudo isso é que nós fãs, devoramos informações assim.
Se fiquei louca pra ler esse livro? Com toda certeza.

Onde estão vendendo o livro “Só por Hoje e para Sempre”?
Livraria Cultura, Saraiva, Amazon, Submarino, ExtraAmericanas e a Livraria da Folha. Tem bastante diferença entre os preços e muitos sites o livro está com desconto.

“Urbana Legio omnia vincit..”

 

A ciência sempre nos surpreende, mas dessa vez me surpreendeu muito mais. Quero compartilhar essa incrível história aqui com vocês.

Nesse mês de julho, vários sites e jornais noticiaram que a sonda New Horizons entrou oficialmente na esfera de influência gravitacional de Plutão, qual era seu destino final. O projeto custou para a NASA algo em torno de 920 milhões de dólares e está em viagem interplanetária há 9 anos e meio. A sonda foi lançada no dia 19 de janeiro de 2006. A espaçonave dará um rasante de 12 mil quilômetros de altitude sobre o planeta-anão. O principal objetivo da missão é caracterizar globalmente a geologia e a morfologia de Plutão, além de mapear suas superfícies e estudar a atmosfera neutra de Plutão. Também irá procurar por satélites ainda não descobertos e por possíveis anéis que envolvam o planeta-anão e seu satélite, antes de ser direcionada para o Cinturão de Kuiper e de lá para o espaço interestelar.

Desde o seu lançamento em janeiro de 2006, a sonda passou 1873 dias hibernando no espaço, com a quase totalidade de seus equipamentos desligados, 2/3 do tempo total de sua jornada, foram 18 períodos diferentes de hibernação com duração variada entre 36 e 202 dias contínuos. Ao longo da viagem, foram obtidas imagens de alta-definição das mais diversas áreas.

Porém, o que não noticiaram muito e é o fato mais curioso dessa viagem além de ser a primeira sonda a mapear Plutão, é a bagagem da New Horizons: um pequeno recipiente fixado no interior do andar superior da sonda com a inscrição: “Aqui os restos de Clyde W. Tombaugh americano, descobridor de Plutão e do sistema solar terceira zona, filho de Adelle e Muron, marido de Patricia, pai de Annette e Alden, astrônomo, professor, piadista e amigo”, com uma parcela das cinzas de Clyde Tombaugh, o célebre astrônomo americano que em 1930 havia descoberto o planeta, no momento considerado um planeta-anão.

Clyde, nasceu em 1906 no estado de Illinois. Fazendeiro, começou construindo seus próprios telescópios com sucatas de equipamentos agrícolas. Aos 20 anos entrou em contato com o observatório de Lowell para confirmar se estava no caminho certo enviando desenhos de Marte e Júpiter, o contrataram de imediato. O trabalho de Tombaugh no observatório permitiu que ele descobrisse Plutão, além de milhares de asteroides. Tombaugh antes de morrer, afirmou que gostaria que suas cinzas viajassem até Plutão. Depois de 18 anos, seu pedido foi atendido: “Acho que meu pai estaria emocionado com a New Horizons”, afirmou Annette Tombaugh à NASA. “Quando ele olhou para Plutão, aquilo era apenas um pontinho de luz. Tenho certeza que iria significar muito para ele ver o planeta que ele descobriu ser melhor estudado, melhor compreendido.”

Cientistas estão fascinados com a idéia de ver Plutão mais de perto. “Não sabemos muito sobre Plutão e Caronte. Temos algumas imagens de Plutão, mas distorcido, por isso temos grandes esperanças de quais imagens New Horizons vai nos dar.”

Eis que deu:

Até por trás de algo tão racional como a ciência, existe uma história linda, tão tocante. O astrônomo que descobriu o planeta, fez dele também sua última morada. <3
Achei tudo tão incrível que quis compartilhar com vocês.

Fonte e fotos: NASA

Ocorreu um fato bacana comigo e eu gostaria de dividir aqui com vocês.
Semana passada, criaram um grupo no Facebook com alunos da década de 90 da minha antiga escola. Ou seja, uma reunião virtual do pessoal que convivi por longos anos.
Gente, me fez um bem danado. Muitas risadas ao relembrar algumas histórias e uma sensação de que o tempo simplesmente parou como num passe de mágica ao perceber que para muitos as recordações também continuaram vivas dentro do coração.
E dentro dessas histórias, pessoas. Pessoas que o tempo mudou fisicamente, que a vida lhe deu alguns traços na pele e em seu coração com a experiência da vida. Algumas não mais aqui entre nós, que partiram cedo demais e como por encantamento estão sendo todas lembradas, uma a uma.
Com certeza hoje estariam felizes partilhando estas mesmas lembranças.
E muita coisa foi relembrada, e muita gente. Algumas que eu nem me recordava mais, outras que nunca esqueci. E conclui que amigos continuam amigos, mesmo o tempo passando, mesmo existindo a distância e mesmo no meio dessa loucura que é essa ciranda da vida.
Muitos casaram-se e tiveram seus filhos, alguns deles hoje estudando nessa mesma escola que estudamos há mais de 20 anos atrás. Outros foram embora para muito longe, alguns até do outro lado do mundo, mas continuam tão próximos quanto e virtualmente participando de tudo.
Quantos sorrisos, quantas lágrimas, quantas vitórias e derrotas passaram até hoje ao se reencontrar? E como é bom ver que na essência, continuamos os mesmos. Relembrar de apelidos e acharmos graça das mesmas coisas e casos de anos e anos atrás. Lembrarmos com carinho dos mestres que nos ensinaram, mas que também nos puniram. Muitos com pulso firme e que tinham nosso total respeito. Lembrar de cada canto da nossa antiga escola.
Lembrar de como éramos inocentes na época em que reinavam as paixões platônicas e as brigas com o sexo oposto. Meninos e meninas, como era divertida essa competição! Época do “bullying saudável”, daquele o qual ninguém escapava. Da cantina com pastel de banana e laranjinha, da vendinha do Seu Zé e suas balas de coca-cola. De esperar ansiosamente pela aula de educação física pra poder jogar bola e torcer para não ser o último a ser escolhido. Época da carteirinha da biblioteca e “alugar” os livros da escola.
Será que hoje ainda rola algo assim?
O mais importante de tudo isso é com certeza o reencontro, essas lembranças. Existe algo mais especial que um reencontro entre amigos, ex-alunos e seus professores? Conversar, relembrar e rir de algo que na época até foi um problema? Rir da vida é essencial.
Às vezes a pressa em sermos adultos mascara o quanto nossa infância é uma fase especial para nós. Quando descobrimos isso é que passamos a valorizar cada pequeno momento que tivemos. E as pessoas fazem parte disso também.

Enfim, ficamos todos saudosistas. Muitos hoje com os cabelos brancos já dando o ar da sua graça e estes sim sabem o quanto a época da escola foi importante. E eu achando que isso era exclusividade minha, tsc.
Então. Lembra daquele seu amigo de escola? Aposto que devem ter boas histórias. É hora de relembrá-las e recontá-las, isso faz bem pra alma. Mudar é bom, mas saber que você não mudou é mais gratificante ainda.

Seja adulto, mas não esqueça de como você era quando criança. Lembre da sua inocência, das suas raízes e não renegue o seu passado. Apenas celebre o que foi bom!

 

Somos apenas um minúsculo grão de areia em meio a um deserto gigantesco.
E isso é o que faz de cada um de nós, seres únicos. Nos dá a certeza de não estarmos aqui sem razões óbvias. Que tal aproveitar esse milagre da vida e essa imensidão de pessoas indo e vindo todos os dias, para sermos mais nós mesmos?
Como? A resposta é simples.

Quando decidimos ser nós mesmos, criamos aceitação e esquecemos de todos os padrões impostos. Passamos a viver uma vida plena, mais feliz. Num mundo onde devoramos a informação instantânea feito macarrão lámen, o que mais existe são pessoas ditando o que devemos fazer, usar ou comer. Assim à primeira vista, ser você mesmo pode parecer difícil. Mas ainda não é o fim, em meio à uma multidão que vive no piloto automático, é possível ainda encontrar aqueles que queiram viver do que realmente são.
É estranho escrever isso, mas sinto as pessoas cada vez mais parecidas umas com as outras. Elas escrevem as mesmas frases e seguem o mesmo ciclo social, vão aos mesmos lugares, ouvem as mesmas músicas, falam e gesticulam de modo iguais. É como se todos rodassem o mesmo sistema operacional. E as pessoas passam a se perguntar em qual mundo você vive se você não faz parte desse grupo, é uma espécie de crime você desconhecer as coisas mais populares do momento. E a preocupação alheia vai além, não podemos mais ter nosso livre arbítrio e sermos indiferentes. Você é obrigado a estar na moda, estar antenado sempre, ser divertido, sair para festas até altas horas, caso contrário “você não vive”. Já não é mais permitido ser o que quiser! E no que estamos nos tornando, afinal? Uma pergunta ambígua ainda sem resposta. Porém, é nítido o caminho traçado para a beira de um abismo de egos digitalizados e da busca insaciável pela aceitação das outras pessoas. Acredito que muitos gostariam de agir de maneira diferente, mas são sufocados pela maioria e seguem esse efeito boiada por ser o caminho mais fácil “parecer legal e descolado” para aquelas pessoas que não dão a mínima para o que você faz.
E isso começa pela obrigação de ser feliz. Felicidade nunca deveria ser vista como uma obrigação, não a perseguimos e nem a buscamos. Simplesmente acontece de maneira natural, é um estado de espírito. Todos nós sabemos que a vida não é sempre colorida, que as pessoas não estão sempre impecáveis como nas suas selfies e irradiando felicidade como o fazem nas redes sociais. Problemas existem, dias ruins surgem e sempre quando menos esperamos. Mas as pessoas insistem em vender apenas a imagem da felicidade obrigatória e sem sentido. Estamos na era da “ostentação e beijinho no ombro dazinimiga”, da felicidade estampada apenas para uma outra pessoa se sentir culpada por achar que tem algo errado por nem sempre estar feliz. Somos seres humanos, caramba! Ao mesmo tempo em que damos risadas, podemos  também nos sentir frustrados, chorar, brigar, sentir raiva. E nem sempre estar disponível para uma social ou para aquela festa descolada que toooodas as pessoas vão, faz de você um ermitão. Mas lá vem o julgamento.

Quem deveria se sentir culpado por isso? Absolutamente ninguém – NINGUÉM.
Não ceda aos vícios superficiais das redes sociais e não deixe nunca de ser você mesmo. E jamais permita que digam o que é bom ou não pra você.

Respire fundo e continue seguindo em frente. E esqueça o ditado da grama do vizinho ser mais verde que a sua – pode até parecer pra você, mas ela não é.

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