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2 anos completos do blog no ar

Dia 10 de fevereiro de 2015 publicava o meu primeiro texto aqui no blog. Tive outros blogs que nunca divulguei por vergonha — pura viagem — e consequentemente pouco escrevi neles. O Since85 é especial demais pra mim. Foi através dele que conheci um punhado de gente bacana e abri a mente para várias coisas novas que com elas acabei me redescobrindo. Por isso o Since85 tem um lugar cativo no meu coração. ♥

Eu havia largado os livros há algum tempo quando criei o blog. Lia um livro e outro, mas não mantinha uma rotina de leitura desde os tempos do colégio. E foi o Since85 que me apresentou vááários apaixonados por leitura com blogs literários incríveis pra caralho. Até que um belo dia, um desses apaixonados por livros escreveu um post indicando o que ler nas férias. Veja só, voltei a ler adoidado e nunca mais parei. ♥

O resto seguiu a ordem natural.

Por causa dessa volta à leitura, fiz uma parceria bem bacana com a editora Belas Letras. Foi um prazer inenarrável essa relação! Acabei não renovando porque neste ano pretendo me manter bastante ocupada. Escrevendo, óbvio! Vou concentrar a minha escrita aqui no blog e em um outro projeto de longo prazo que inventei. Aí como a Belas Letras é maravilhosa e merece parceiros com tempo de sobra, cedi meu lugar para outro blogueiro literário ocupar.

Viu como sou uma pessoa legal? :]

O blog começou quietinho e sem tanta procura, aos poucos, ele foi crescendo muito em números e bombando na busca do Google. Então me pediram media kit por e-mail, perguntaram quanto eu cobraria por um publipost e bibibi. Aí que parei e entrei em crise total, travei. Eu gostaria de ganhar dinheiro, não vou mentir, mas assim? Não, muito obrigada! Não é o propósito do MEU blog. Quero continuar com um blog pessoal, escrevendo por pura paixão à escrita e não apenas por $$, o que inclusive, deixaria o blog muito feio. Eu sei porque muita gente já se perdeu por isso.

Não quero isso pra mim.

Enfim! Quero compartilhar umas postagens minhas pelas quais tenho um carinho especial e que me fazem continuar escrevendo aqui. Sim, as que me dão orgulho reler. HAHAH ♥ Bóra lá?

Mais da mesma foi a abertura do blog, onde me apresentei e expliquei — ou tentei explicar — o que rolaria por aqui. Mas para variar, desde o início fui um pouco confusa. Normal, quem me conhece sabe!
Em seguida, coloquei o primeiro texto com um tema que faz parte da minha vida há um bom tempo. A alegria e a dor de uma saudade fala sobre a saudade que tenho da minha mãe de modo bem pessoal. Para quem se considerava uma saudosista inveterada, hoje sou infinitamente mais saudosa.

Outras publicações especiais e que recomendo:

INESQUECÍVEIS ♥

David Gilmour em Curitiba
Guns N’ Roses Not In This Lifetime Tour (vlog da viagem/show)

TEXTOS PESSOAIS

O meu obrigado aos amigos que já perdi
Bolo com sabor de felicidade
31 e eu envelheci.
Intensa, como a vida deve ser
Há sete anos, eu me encontrei
Uma carta aberta ao meu passado de 10 anos atrás
Saudade, meu sobrenome do meio

CONTOS, CRÔNICAS E POEMAS ♥

Num outro dia
Meu lugar (poema)
Crônica de inverno quente
Se eu quiser (poema)
Rotina
Silêncio necessário
Pequeno grande Frankie

Deu orgulho parar e selecionar as publicações que me encantaram vê-las prontas nesses dois anos de blog. E isso é um baita tapa na minha cara. Ver que mesmo depois de 2 anos não desisti do blog e, que por conta dele tenho trabalhado a minha escrita e retornei de vez ao universo dos livros. Por último e mais importante: quero agradecer você que tá sempre por aqui. Agradecer ao meu marido que é um super parceiro, minha irmã Angélica que é minha grande incentivadora, ao meu amado grupo ‘Vai um Café’ que são mais que especiais pra mim.

Me ajuda muito saber que não tô sozinha nessa. ♥

E aí? Arrisca algum post do Since85 que mais gostou nesses dois anos!?

Um abraçasso de dois anos!

Para quem eu escrevo e porquê?

Escrevo primeiramente para mim.
Preciso organizar as ideias e as expôr, tudo através da escrita. Simplesmente me delicio quando surge um novo texto que seja tão agradável aos meus olhos. De verdade. Sou daquela que lê mil vezes o que escreve e com a maior paixão como se fosse a primeira vez. Quando alguém se identifica e me agradece porque ‘o texto veio na hora certa’ ou ‘estava precisando dele’, olha, não existe palavra no mundo que classifique o sentimento do meu coração. ♥

Escrevo por mim, mas também escrevo por infinitos outros motivos.

Quando a cabeça desnuda sem pudor e canaliza todo esse meu oceano de sentimentos antes de criar e durante a escrita, me sinto verdadeiramente renovada. Quantas mágoas antigas joguei fora escrevendo. E acredite: já perdoei pessoas que me magoaram enquanto escrevia. Por isso dizem: a escrita é uma terapia. Um trabalho árduo em algumas centenas de vezes, porém, recompensador no final. Amadureci o que faltava quando passei a escrever com frequência aqui no blog.

Pois é, foi escrevendo que consegui me encontrar da melhor maneira.
Também escrevo para as outras pessoas. Principalmente pra você que me lê nesse momento. :)

O Since85 tem milhares de visitas mensais, mesmo eu nunca criando uma rotina constante de posts. É isso o que me deixa contente, não vou mentir. Já ganhei vários livros e isso me deixou mais que feliz e realizada, nunca ganhei um centavo sequer, poderia mas a intenção principal não é essa. O motivo que me deixa ainda mais contente é que os posts mais acessados até hoje são os de cunho pessoal e alguns textos meus.

Ou seja: o público aparece aqui para ler o que tenho a dizer. Quer melhor motivo para não parar de escrever!?

Escrevo para quem frequenta o blog mas também para quem nunca poderá frequentá-lo. Tu pode até estar achando estranho, mas com a escrita sinto minha mãe muito mais perto de mim. Na escrita ela se mantém viva aqui nesse plano terrestre sem graça, é em cada palavra que escrevo sobre ela que deposito as lembranças doces que carrego.

E sinto meu coração cheio de amor; é isso; escrevo para sentir meu coração cheio de amor.
Escrevo porque o meu coração precisa.

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Obs: Finalmente 2017 aqui no blog. A época de dezembro é uma doideira só, mas para o meu deleite e nossa alegria, em seguida veio as merecidas férias de janeiro. Não abro mão de descansar a cabeça sem compromisso algum. Apenas li meus livros durante as férias! Vai ter post falando sobre. ;]

Partindo desse ponto que a queridona Jubs do blog L’Explorateur e participante — mega engajada — do nosso grupo lindo teve a brilhante ideia de um post coletivo. Assim voltaríamos todos juntos em 2017! Quero agradecer também a Lari do Yellow que sempre cuida tão bem do grupo quando estou off da internê. ♥

Um abraçasso cheio de 2017 e coisas novas!

No último fim de semana — mais uma vez! — assisti ao filme Quase Famosos na Warner. ♥ Aí pensei “como nunca falei sobre ele no blog? COMO!?” HAHA. Ele é de longe o filme mais fiel ~ E FODA PRA CARALHO! ~ dos filmes que mostram o que rolava em torno do Rock setentista. Festas e mais festas, brigas de egos constantes, groupies por todos os lados, muito Rock, muitas drugs, e muitas.. mas muuuuitas viagens ácidas. HAHAHAH

DADOS DO FILME:

Ano: 2000
Gênero: Comédia dramática.
Elenco:
 Patrick Fugit, Billy Crudup, Kate Hudson, Jason Lee, Frances McDormand, Zoey Deschanel, Jimmy Fallon.
Sinopse: Um fã ávido por Rock’n’roll consegue um trabalho na revista americana Rolling Stone, para acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Porém, quanto mais ele vai se envolvendo com a banda, mais vai perdendo a objetividade de seu trabalho e logo estará fazendo parte do cenário rock dos anos 70.

Stillwater

Stillwater, banda fictícia do filme.

OPINIÃO:  É obrigação para todos jornalistas musicais (alô, Lari! <3) e todo grande fã de rock n’ roll assistir a esse filme super bem recebido pela crítica especializada. Sério. Autobiográfico, é através dele que o diretor e roteirista do longa nos conta sobre o seu início como crítico musical na revista Rolling Stone. Fora das telas, ao invés de viajar com a Stillwater — banda do filme —, Crowe aos 15 anos de idade acompanhou o grandioso Led Zeppelin em uma de suas turnês! Foda, não é mesmo?

O longa metragem possui inúmeras referências à banda, como por exemplo, quando a Stillwater contrata um empresário renomado e tocam pela primeira vez um show agenciado por ele. Segue a cena dentro do carro com os integrantes enquanto o sol entra pelas janelas, alternando com a paisagem de Nova York. Nesse instante lembrei de The Song Remains the Same, DVD do primeiro show dos Zeppelin na América. Um fato engraçado é o guitarrista da Stillwater gritar em cima de um telhado chapadão de LSD: “Eu sou um Deus dourado!“, enquanto na vida real (ou quase real! porque, né) foi dito por ninguém menos que Robert Plant. Obs: Eu queria ter visto isso!

O baita choque no guitarrista da Stillwater quando ele encostou no microfone durante o show, caindo duro no chão no meio do palco aconteceu fora das telas também: Eu sei que esse lance rolou com o Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Já sacaram que esse filme é uma enciclopédia do Rock, né?!

Outro destaque é a personagem Penny Lane, nome-referência ao título da canção dos Beatles e à imagem da groupie Bebe Buell (mãe da Liv Tyler e groupie mór dos anos 70). Talvez ela seja uma fuga do estereótipo comum de como são vistas até hoje, dando uma leve ‘humanizada’ em Penny no decorrer da história. Mostra o lado B da parada: a groupie que se apaixona verdadeiramente por seu amante rockstar. E o figurão é Russel Hammond (será que o sobrenome surgiu da marca Hammond?), guitarrista da Stillwater, cara bem estilão anos 70.

Quase Famosos o filme

Russel Hammond, William Miller (personagem que retrata a vida do diretor) e Penny Lane.

O filme carrega personagens maravilhosos (que parecem ter vida própria fora das telas), um figurino impecável extremamente de acordo com a época, inúmeras referências aos grandes artistas da década de 70 e… música, muita música boa como trilha sonora. ♥ Eis a fórmula perfeita para um filme encantador como Quase Famosos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Amo Rock dos anos 70 e não é segredo pra ninguém que me conheça. Todas as bandas que me influenciaram musicalmente foram grandiosas nessa época: Beatles, Pink Floyd, Led Zeppelin. Época do som mais cru e psicodélico, porém muito amadurecido em cada uma das bandas. Acho que se escolher alguma delas que transpareça tudo que está relacionado ao rock dos anos 70 (e que mostram no filme), sem dúvida seria Led Zeppelin. Não à toa, é todo baseado nas vivências do diretor-roteirista de “Quase Famosos“, Cameron Crowe, principalmente durante essa turnê com os Zeppelin.

EXTRAS: ~ A banda Stillwater, é a mistura dos três grupos que o diretor adora: Led Zeppelin, Allman Brothers e Lynyrd Skynyrd~ Quase Famosos teve trilha sonora criada pela guitarrista Nancy Wilson, do grupo de Rock (também 70’s) Heart, Nancy era esposa do diretor na época em que o filme fora produzido. ~ O grande ator Seymour-Hoffmann interpreta o verídico Lester Bangs, crítico que faleceu em 1982 e é considerado nos Estados Unidos um dos ‘papas’ do jornalismo musical. ~ O empresário da banda é o JIMMY FALLON! Não tem como não rir dele de empresário-musical-figurão. O editor da Rolling Stone que aparece no filme realmente existiu: Ben Fong-Torres foi o editor chefe da revista entre a década de 70 e 80:

ben-fong-torres-paul-mccartney

Beng Fong-Torres e Paul McCartney.

O filme é simplesmente incrível e recomendo sem medo algum.
Você já viu? Conta pra mim 😉

Um abraçasso, Feliz Natal e um 2017 muito melhor para todos nós!

Foi um misto de sentimentos.

Mas consegui me manter calma até duas semanas antes do dia 17/11. Depois, o que rolou foi uma ansiedade tremenda e aquele friozinho na barriga de “putz, vou ver a banda da minha vida!”.

E não dá pra explicar.

Sei que estas palavras não expressarão nem metade de tudo que senti junto dos quase 40 mil fãs. Foi como se eu tivesse tomado socos e chutes durante as quase 3 horas de show. Saí tonta da Pedreira Paulo Leminski. Acho que um resumo bacana seria dizer “saí de alma lavada” desse show. Pulei, cantei (o show inteiro, bem doente mesmo!), dancei e sofri demais, principalmente porque ando com problemas na coluna. Mas taquei um foda-se. Bem ao estilo Bia das antigas fã do GN’R, talvez quando o politicamente correto ainda não assombrava tanto a sociedade.

Deixo aqui o vídeo que fiz com um resumão “prático” do que foi esse show. Se quiser conferir, não vai se arrepender!

AGRADECIMENTOS:

Meu marido, Deny, que é o maior parceiro que eu poderia ter ao meu lado. Te amo!
Luana e Chayrlon, nossos cunhados mega parceiros que foram com a gente no show e nos receberam em Curitiba;
Ao meu pai, Jonny, que me liberou do trabalho. Baita patrão! Amo demais. <3
E os meus irmãos, que me fizeram gostar TANTO dessa banda desde bem pirralha. Queria muito que vocês todos tivessem ido. Mas de certa forma estavam, no meu coração e em pensamento! ♥

Abraçasso

Ilustração: Pinterest

Como diz o título, outubro chegando ao seu fim.

Junto dele, chega também 1 mês de hiato aqui no blog. Nunca fiquei tanto tempo distante desse canto.
Mas tem coisas que não sabemos explicar, simplesmente acontecem e finish — assim como o mês de outubro. Não, eu não tô aqui escrevendo um post para me desculpar, acho que não precisamos mais disso. Apenas não consegui publicar mais nada por sentir falta de algo. Sem outras desculpas dessa vez.

Coloquei em questão coisas minhas, a importância para outras pessoas do que digo por aqui e talvez tenha desanimado um pouco, não sei exatamente dizer ao certo. Posso estar somente afim de mudar o rumo das coisas, de projetos que dedico o meu tempo. Eis o eterno ciclo do ser humano: reciclar-se. E não tenho encontrado sentido em escrever aqui e expôr meus pensamentos, as minhas vontades, meus devaneios solitários.

Demorei pra terminar a leitura do último livro, diminui muito o ritmo. São coisas que quando o ano se aproxima do fim influencia na nossa vida. Com pouca energia, já desgastado da rotina diária e o novo ano próximo, novos planos começam a pairar sobre a nossa cabeça. Então temos a mistura perfeita para nos ausentarmos das coisas que gostamos (ou que amamos). Arte da procrastinação.

Realmente amo esse lugar, amo falar sobre minhas coisas e amo ter um feedback das pessoas. Amo tudo o que esse canto me trouxe. O fato de ter deixado de lado alguns medos e receios, encontrar novos amigos. Tudo por conta de estar aqui. Talvez não esteja sendo mais o suficiente nesse momento. Não sei por mais quanto tempo vou ficar nesse ‘chove-não-molha’. Me sinto numa roda gigante nessa situação, num dia em cima e no outro embaixo. Um eterno sobe e desce. Não quero isso no blog.

Problemas aparecem e coisas acontecem, nossa cabeça muda, nosso foco é direcionado para o sentido oposto e a bagunça está feita. A verdade é que nunca gostei de nada por obrigação. Quando o meu coração sentir aquela vontade, aquela de verdade, eu apareço aqui. Não vou sumir.

Prometo. ♥

Quero agradecer quem sempre me apoia e deixar esse aviso. E por favor, não vá pensar que sou egoísta. Só quero um tempo para outras coisas, um pouco mais de desafio pra apimentar a vida.

Não tenho culpa de ser uma metamorfose ambulante.

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