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Janela Indiscreta: Resenha

Oi, pessoal!
Tenho me apaixonado cada vez mais pelo cinema antigo desde que comecei a assistir westerns da década de 40, 50 e 60. E ontem decidi assistir a esse clássico do suspense de Hitchcock do mesmo ano de nascimento do meu pai. Bóra conferir?

DADOS DO FILME:

Ano: 1954
Gênero: Suspense.
Elenco:
 James Stewart, Grace Kelly, Thelma Ritter, Wendell Corey, Raymond Burr.
Sinopse: Em Greenwich Village, Nova Iorque, o fotógrafo profissional L.B. Jeffries (Stewart) está confinado em seu apartamento por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Como não tem muitas opções de lazer, vasculha a vida dos seus vizinhos com uma lente tele-objetiva, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um homem matou sua mulher e escondeu o corpo. Com a ajuda de sua noiva Lisa (Grace Kelly), Jeff vai tentar provar que está certo.

Opinião: Um suspense cotidiano, eu diria. Boa parte do filme mostra a rotina da vizinhança de Jeffries através da janela de seu apartamento, sem falas dos personagens. É aí que você se sente dentro do próprio apartamento com Jeffries, espiando vizinhos de um subúrbio qualquer. No roteiro, vários personagens diferentes sequer falam uma palavra durante o filme; pode parecer cansativo mas particularmente não achei. O jornalista de “molho” com a perna engessada e sem muito com o que se distrair passa seus dias espionando e desenvolve um interesse (e até um certo prazer) além do normal em especular sobre a vida dessas pessoas. Um trabalho psicológico admirável do ator, é perceptível o deslumbramento ao espioná-las na privacidade de suas casas.

Tudo começa quando na madrugada é acordado ao ouvir um grito feminino mas não consegue distinguir de onde veio. Mais tarde vê algo suspeito, o vizinho entra e sai de seu apartamento diversas vezes com uma maleta. O que teria na maleta? Por que ele perambula várias vezes na noite mesmo debaixo de chuva? Onde está a sua esposa? Diante desses “fatos”, Jeffries passa a acreditar veemente que seu vizinho, um simples vendedor de bijuterias, assassinou a esposa acamada e fica paranóico atrás de pistas.

Contando com a ajuda da namorada Lisa e de sua cuidadora Stella, tentam descobrir o que aconteceu de fato. A certa altura, o filme é um suspense crescente e nos 30 minutos finais é hipnotizador, você não consegue fechar os olhos com medo de perder algo. Será que Jeff estava mesmo certo quanto suas suspeitas?

Janela indiscreta filme

James Stewart (Jeffries), Grace Kelly (Lisa) e Hitchcock durante as gravações do longa.

Considerações finais: A habilidade de Hitchcock em pegar situações simples com cenários mais simplistas ainda, transformando-os assim em medo e tensão, é indiscutível. Suspense psicológico perfeito, nem de mais e nem de menos, na medida certa. Fora o elenco incrível de atores da época de ouro do cinema com vasto histórico de indicações e premiações no Oscar. Vale muito assistir, afinal, é um filme de Hitchcock: o mestre do suspense.

Alguém já assistiu? Me contem nos comentários.

Abraçasso

The Beatles no Spotify, escolhido a dedo pela Bia!

Não é segredo pra ninguém: AMO BEATLES. E seguindo a linha de raciocínio, há um tempo atrás fiz uma playlist marota no Spotify com os melhores sons desses caras pra ouvir a qualquer momento, fica mais prático reuni-las em um só lugar. Eis que, decido compartilhar aqui no blog com vocês! Pode dar um playzinho aí no trabalho que ajuda a concentrar, em casa na hora da preguiça pós-almoço, jogado no sofá depois do trabalho, naquela sexta à noite com os amigos, enquanto faz aquele almoço de sábado bebericando uma cerveja, relaxando na beira da praia ou até mesmo num jantar à dois.

O fato é que o som desse quarteto inglês é tão eclético quanto todos esses momentos. The Beatles pode embalar momentos felizes, tristes, solitários e em boa companhia.

As músicas escolhidas passeiam por alguns clássicos chicletinhos e também por canções incríveis, não tão reconhecidas pelo grande público. Uma surpresa boa atrás da outra! Está reunida na playlist, a fase ‘almofadinha com letras melosas’ — que as meninas se apaixonavam histericamente —, até os últimos momentos de Abbey Road (de longe, meu álbum favorito) quando já conheciam o ácido e as críticas pairavam suas canções. São nítidos toda a evolução e crescimento da ‘psicodelia’ em suas composições, tornando-se depois um som mais maduro e o mais conceitual dos garotos — agora, homens — de Liverpool. E assim permaneceram inalcançáveis por gerações!

Uma pena que não rolaram mais álbuns do quarteto na década 70’s, teríamos muitos outros tesouros para dissecar.

Ao todo, foram 13 álbuns esmiuçados por mim, começando por Please Please Me (1963), até o último e derradeiro álbum Let it Be (1970), num total de 55 músicas incríveis inclusas nesta playlist.

Obs: Feita com todo o carinho por uma beatlemaníaca. ♥

Dá um play, aí. Aproveita e segue também a playlist lá no Spotify:

Recebidos de Julho & Book Haul

Oi! Eu sei, dei uma sumida do blog. Quem me conhece sabe que BEDA realmente não é o meu forte! Olha que até que consegui postar por 3 dias consecutivos, hein? HAHAHAHAHAH! É que depois caí nesse vídeo pra editá-lo e fiquei naquela aflição ao colocá-lo no ar, ou seja, não consegui me dedicar para mais nada.

Esse vídeo foi ao ar na última sexta (12/08) e nele falo sobre os livros lindos que recebi em julho, basicamente minhas próximas leituras. No momento tô no meio da história de O Lado Bom da Vida e gostando muito mesmo, apesar de ter pego no ar a ótima sacada do autor já no início da leitura. E o próximo será o livro Extraordinário pelas críticas muito boas no meu vídeo! Alguém aí já leu algum deles pra me indicar para o próximo?

Para quem segue o blog aqui e tem canal no Youtube, bóra seguir o Canal Since85 que vai rolar mais vídeos em breve! O quê? Ainda não assistiu ao último vídeo? Deixo aqui no blog pra você! E caso gostar, dá aquele like maroto e comenta também que vou adorar saber a tua opinião :))

BEDA#4

“Vem cá. Senta aqui do meu lado e me conta sobre a tua vida, um segredo bobo, teus sonhos ou alguns dos teus pesadelos, teus medos. Quero oferecer-te um ombro acompanhado de carinhos. É pedir muito se posso ficar aqui só te olhando? Prometo nada falar. Ficarei apenas aqui, extasiado por estes olhos amendoados tentando adivinhar como foram desenhados. Uma dúzia de pinceladas certeiras feito por algum artista nato. Cada traço do teu rosto cabalístico é matador, um punhal fincado em meu coração.

Vem cá. Posso te guardar num potinho só pra mim? Juro que não vou abri-lo para mais ninguém. Deita aqui, esquece das horas comigo e de como funciona o tique-taque desse teu relógio. Tira logo ele do pulso, vai. Nosso tempo é precioso demais e o ruído dele me faz lembrar de que a vida não para, nem em momentos como esse. Tão meu, tão nosso.

tique-taque, tique-taque — ele nos avisa. — Posso sentir o perfume do teu cabelo?
Depois acariciarei-os pra você pegar no sono. E prometo que nada vou dizer.

Vem cá, vem ser feliz comigo de uma vez por todas.  A estrada é longa e o nosso caminho vai ser incrível juntos, eu juro. Pega logo a tua mochila, larga esse relógio e vamos ver o sol se pôr — ou nascer, a verdade é que tanto faz. Só dá um tempo nessa vida corrida e vem fazer nada junto de mim. Não me deixa aqui sozinho parolando com a solidão sobre quão incrível teria sido essa nossa aventura.

Vem cá. Joga tudo pro alto. Te prometo que num outro dia a gente lembra do restante do mundo.”

BEDA 2016

BLOGS PARCEIROS DE BEDA:

Brilha la Luna – Leuxclair  – Descoisando – Conversa íntima – Liley Carla
Pequenos Retalhos – Isabella Cas – Mulher pequena – Iletrando
Viagens de apartamento – Divergências vitais – Carioca do interior
Nada sensata – Feito Bailarina – Em Outubro – Fleur de Lune

É como diz o título, eu não entendo nada sobre signos.
Não entendo papo de zodíaco.

Tem dúzias de gente por aí que estufa o peito pra dizer “sou libriana, sabe como é.. sou de capricórnio.. escorpiana..“. Sabem qual ascendente, quais os defeitos e as qualidades no signo das outras pessoas e blablablá. Você no mínimo já conversou com alguém que conseguiu criptografar a “pessoa que você é” apenas pelo seu signo. Ou então, quis adivinhar qual era o teu signo através da tua personalidade.

Não sou assim, não mesmo. Eu tenho são muitas dúvidas nessas análises.

Quando mais nova, eu sempre lia as revistinhas do João Bidu. Alguém ainda lembra dele? Por onde anda? Eram aquelas revistinhas de horóscopo que vinham com simpatias, nosso mapa astral e falava se o teu signo combinava com o daquela outra pessoa. Quanta baboseira! Sempre li que casais com signos iguais não davam certo e acabei me casando com um geminiano: pasmem, também sou geminiana.

Seu signo diz muito sobre a pessoa que você é? Falam que sim. Pois meu marido é exatamente o oposto da minha personalidade e somos do mesmo signo. Por algum tempo acompanhei também meu horóscopo diário no jornal esperando que fizesse sentido. Nunca encontrei. Claro, cada um sabe o que gosta e sobre o que deve acreditar. Mas se tem algo que não faça sentido pra mim são os signos. Eu já tentei entender, acompanhar e realmente todos os caminhos me levaram a acreditar no charlatanismo (abraço, Padre Quevedo!) HAHAHAHAH

E astrologia? E o Walter Mercado, por onde anda para nos explicar?

Pra mim isso é mais um apanhado daquelas coisas que inventaram para a grande massa ocupar a cabeça, ou pra ter assunto sei lá. Mas há quem acredita. Nada como a singularidade das pessoas, né. E a tua experiência com signos? Conta pra mim!

Abraçasso

BEDA 2016

 

BLOGS PARCEIROS DE BEDA:

Brilha la Luna – Leuxclair  – Descoisando – Conversa íntima – Liley Carla
Pequenos Retalhos – Isabella Cas – Mulher pequena – Iletrando
Viagens de apartamento – Divergências vitais – Carioca do interior
Nada sensata – Feito Bailarina – Em Outubro – Fleur de Lune

Esta é apenas uma carta aberta.

Oi, Beatriz. Como vai tudo por aí? Já começo te pedindo cuidado com alguns amigos  – ou a maioria deles  –, não valem a tua amizade e menos ainda a tua confiança. Pode parecer estranho escrever isso, mas tire mais tempo pra si mesma, pra família, principalmente pra mãe. Apesar de estarem sempre juntas e ela saber que tu a ama, as discussões que tu cria só te faz perder um tempo precioso com ela. Não quero que seja uma carta triste, então vou me conter e dizer apenas o óbvio que aos 21 anos tu já bem sabe: as pessoas que amamos não vivem para sempre. Aproveite e diga mais e mais vezes que a ama muito.

E pega leve.

O amor: tu ainda não vivenciou nada parecido, eu sei. Mas calma, tá cada vez mais perto de conhecer aquele cara verdadeiramente especial, que vai encaixar como uma pecinha na tua vida. E tu vai se casar com ele! Te adianto: que sorte. Portanto nada de pressa, nada de se desgastar à toa. Só viva. Cuide da saúde e POR FAVOR não caia na besteira de fumar todos os dias, dez anos depois entendo que foi um grande erro meu. Nosso, né. Vais aprender a costurar, cozinhar e continua não tendo coragem de dedicar tempo  – e dinheiro  – em uma faculdade.

Continuas intensa e isso não mudará. Nervosa, estressada, ansiosa também. Acho que já criou raiz e não tem mais volta mesmo. Mas acredito que te tornarás uma pessoa melhor para conviver. Vais te magoar muito, acumular umas marcas profundas dentro desses 10 anos. Cair e se reerguer algumas vezes. Mas não se desespera, nada como a maturidade pra te guiar e caminhar ao teu lado.

Os amigos de hoje serão os desconhecidos de amanhã, poucos  – ou quase nenhum  – terás contato. Então quando alguém pisar na bola feio contigo, lembra daquele pensamento “amizades se reciclam com o tempo”. E não fica esse 1 ano isolada do mundo, não. É divertido assistir DVDs e beber tuas cervejas (ou as da mãe) sozinha, mas o motivo convenhamos que será tolo demais. Muitas pessoas vão aparecer e sumir da tua vida, tu também das delas e vida que segue. Muita coisa vai mudar e essa tua rebeldia sumirá através dos anos também. Escuta mais o pai e a mãe, eles realmente sabem do que falam.

Spoilers: não sofra achando que nunca vai rolar a oportunidade de assistir Axl, Slash e Duff dividindo o mesmo palco. Cara, isso vai acontecer. E detalhe: tu vai no show deles. E também Sir David Gilmour de pertinho, só não beba muito e fume menos antes do show começar. Se tratando de internet, as coisas tendem a piorar. A rede social Facebook vai ser o penico do mundo. E numa rede social chamada Twitter, a tua conta vai ser seguida por ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos. Chupa essa sociedade de 2006 :)

No mais, VIVA e não dê ouvidos e nem atenção à coisas pequenas.
Mesmo querendo, tu nunca terá o controle de todas as coisas.

E ame, ame muito as pessoas que merecem e que estão do teu lado o tempo todo.
Aquelas que mesmo depois de 10, 15, 20 anos te aturando vão estar contigo pra tudo. <3

Abraçasso.

Bom dia de segunda, meu povo. Começando a semana animada por aqui.. só que ao contrário!

Para quem está se perguntando — simmm, o blog vai participar do BEDA 2016. Claro que não postarei tooodos os dias porque isso seria muito #vidaloka, mas darei uma boa média ao blog de postar pelo menos 3 ou 4 vezes na semana. Para quem não sabe, BEDA é uma sigla que significa Blog EveryDay in August — por isso BEDA. Tem também o VEDA que é vlogar todos os dias, mas como soy muito nova nessa parada de YouTube o lance é postar no blog mesmo. HAHAHAHAH

Mas quem sabe, sai vídeo novo no mês do BEDA também? Muahaha 😉

E vai rolar de um tudo por aqui.. como sempre. Não vou seguir uma linha de postagens e nem dias específicos porque eu sou rebelde, beijos. É aquela parada da velha Bia, quando der vontade e a inspiração fluir. Não sou muito de encher linguiça no blog só pra seguir algo imposto. Aliás, quem me conhece sabe que sou péssima com essas coisas. Prefiro ser essa metamorfose ambulante, como diria aquele cara.

O meu grupo amô, o Vai um Café? também vai participar e tem uma porção de blogs bacanudos para quem quiser acompanhar durante esse BEDA. No próximo post já vai rolar a indicação dos links aqui, fiquem de olhos atentos.

BEDA 2016

Abraçasso.

Foto: Bia em 2008

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa bastante intensa, sempre fui. Não é aos 31 anos que vou mudar algo que sempre tive como minha maior qualidade. Nunca fui de esconder sentimentos, de ninguém. Comigo é 8 ou 80, ou se é ou não se é. E paga-se um preço alto por ser diferente da grande maioria, pago um valor bem alto há anos inclusive. Sou do tipo de pessoa que quando ama faz tudo o que está ao alcance, mas quando deixa de amar é pra sempre. E nunca volto atrás.

Se é ruim ser assim? Talvez. Muitas vezes quis agir diferente, mas sou cheia de sentimentos, sofro duras penas por ser mais coração do que razão. A frieza nunca fez parte da minha personalidade. Apesar de quando não me conhecem e olham de fora essa casca que carrego comigo, logo imaginam uma pessoa totalmente diferente, “taí” a prova de que as aparências sempre enganam — e muito.

Intensa. Essa palavra sempre fez mesmo parte da minha vida, de modo torturante algumas vezes. Se é pra amar, amo da maneira mais intensa. Sofrer, que seja tão intenso quanto o amor que levo comigo. Acho que minhas bads da vida nunca duraram muito tempo. Num dia eu sofro e no dia seguinte já dei a volta por cima. Foi assim todas as vezes que ‘precisei’ sofrer pra aprender uma nova lição.

Mas creio que o meu erro nessa avalanche de sentimentos é cobrar que as outras pessoas sejam como eu. Continuo esperando das pessoas coisas que eu faria, apesar de me frustrar milhares de vezes ao longo da vida e hoje entender que não posso exigir a mesma intensidade.

Mas ainda assim, se eu pudesse dar um conselho, seria: SEJA UMA PESSOA INTENSA da maneira como a vida lhe pede. Ela é só uma! Ame o que tiver de amar, chore e sofra todas as suas angústias.

P.s: mesmo sabendo que conselhos nunca são seguidos.

Mas continuo intensa, como a vida deve ser.

Gostaria de agradecer ao José da Oasys Cultural. Muito obrigada pelo contato e carinho ao me enviar esse exemplar para resenhá-lo. Chegou em abril, porém haviam muitos outros na fila de leitura e somente agora pude publicar.
Arco de Virar Réu é o primeiro romance do escritor paranaense Antônio Cestaro, também presidente do selo Tordesilhas de literatura. Antes dele, Cestaro havia lançado outros dois livros com crônicas.

Título Original: Arco de Virar Réu
Gênero: Romance dramático
Autor: Antônio Cestaro
Editora: Tordesilhas
Páginas: 152
Ano: 2016
Onde encontrar: Travessa | Alaude | Submarino | Livaria da FolhaSaraiva | Amazon | Fnac

Resenha:

Arco de Virar Réu é o romance que narra em primeira pessoa toda a degradação da vida do protagonista. Desde o início dos anos 70 — tempos da adolescência e viagens da família, um pouco antes da separação dos pais. Traz uma história densa, não por tratar de um pai ausente mas retrata de modo próximo a esquizofrenia. O narrador e protagonista é um historiador que estuda a antropologia dos índios tupinambás. Nos relata de forma única a doença que acometeu o irmão caçula Pedro, quando o mesmo ainda estava na escola. Para desespero da mãe, dona Tereza, a doença o torna cada vez mais distante da realidade. É quando ele passa a falar — e discursar — coisas sem sentido algum. Até o dia em que seu sumiço mostra a necessidade de tratamento profissional.

Na sinopse, o livro é descrito como “uma narrativa labiríntica” e depois de ler pude compreender o significado. Mescla passado e cotidiano, floreado de palavras insólitas e frases incomuns aos olhos, acompanhadas por brados surrealistas. Alterna entre poesia, histórico familiar penoso, pesadelos devastadores e uma realidade totalmente paralela. Ufa. Ao ler, me perdi inúmeras vezes entre o rico vocabulário do escritor, não mais compreendendo o que era real ou fantasia. Concluí que o Arco de Virar Réu é para ser lido sozinho, no silêncio da sala de estar. Tive por vezes que reler uma página inteira, deixando a obra um pouco cansativa. O narrador se esforça o tempo todo para acreditarmos em sua lucidez diante dos desatinos do irmão mais novo. Mas o que é a sanidade, afinal? É a partir dessa questão principal que o livro todo se desenrola. Não se assuste se a cada nova leitura uma nova interpretação puder ser feita sobre, visto o tom opressivo da obra.

De início fica nítida a dificuldade do protagonista em lidar com a loucura, tentando fugir e evitá-la. Logo percebe que precisa ajudar a mãe e fica mais próximo do irmão. Talvez não perceba que ele enlouquece e precisa da família ou a família percebe isso antes dele, não fica muito claro. Admito que achei a leitura um pouco confusa, talvez pelo estilo de obra e as várias divagações. Quando temos apenas um ponto de vista (no caso da narrativa em primeira pessoa) o que está em torno do personagem se perde um pouco, na minha opinião.

O grande amor do protagonista, Carolina, estranhamente se afasta e depois concluímos que a loucura a afastou. O trecho incrível pra mim é de longe, quando podemos constatar que o protagonista percebe que algo está para acontecer: sua Carolina está estranha e seu primo Juca Bala que até então se interessava pelas histórias de Pedro passa a indagar sobre seus pesadelos. No próximo capítulo ele acorda em uma cama de hospital e o período em que esteve ali, pareciam horas. Mas é chocante quando você entra na história. Ele afirma que a irmã do meio, a Clara, entra pela porta para visitá-lo com a filha já crescida, sendo que apenas alguns capítulos anteriores contou da gravidez. Você nem percebe o tempo passar, assim como o próprio protagonista se perde com você. E isso é assustadoramente real.

Arco de Virar Réu - Antônio Cestaro

Considerações Finais:

Sobre a edição: impecável. Diagramação gostosa de ler, folhas diferenciadas, fontes legíveis e tamanho agradável. A arte alegre da capa é interessante e as cores chamam a atenção ao longe. Quando lia em um consultório, umas três pessoas vieram me perguntar sobre ele. Se eles soubessem a história… talvez as cores sobressaiam a confusão da arte em si.

Talvez por se tratar de problemas emocionais e conflitos familiares, achei o livro e a leitura ambos um pouco pesados pra mim. Mas friso que vale a leitura, principalmente quem se interessa por comportamento humano e inúmeras digressões. Fiquei mesmo com o coração apertado ao ler a história dessa família devastada pelo tempo.

Só uma coisa a dizer: Meus parabéns, Antônio Cestaro. Este livro é perturbador na medida certa.

E aí, gostou da resenha? Já leu também algum livro assustadoramente real?

Abraçasso.

YOUTUBE x BIA x BLOG: POLÊMICA

Calma, gente.

Antes que pensem “ela vai abandonar o blog pra virar vlogueira/youtuber — não gente, não vou. Eu sei que alguém deve ter sentido minha falta por aqui, pois sempre me mandam mensagens quando dou essas breves sumidas. Masssss, lhes adianto que foi por uma boa causa. Um bela causa, inclusive.

Finalmente criei vergonha na cara e gravei um primeiro vídeo pro canal do blog no Youtube, depois de tanta gente me encorajar. Não sabia disso? Foi ao ar na última sexta-feira, dia 15/07 e pode ser que em breve saia mais algum. É por esse mesmo motivo que eu quis dividir aqui com vocês, muitas pessoas frequentam o blog mas não o seguem nas redes sociais. Nem por isso deixam de merecer saber o que anda rolando de novo no Since85.

Então se joga. Corre lá, assista o primeiro vídeo e se inscreva no canal (AQUI!) para ser avisado futuramente sobre novos vídeos que rolar! Adianto que não vou seguir temas padrões, vai ter um pouco de tudo. Aquela mistureba básica bem conhecida aqui no blog, o canal vai ser uma extensão de quem criou e escreve esse cantinho: EU. hahaha!

Tô aqui esperando outros feedbacks sobre ele mas adianto que já estou super feliz e realizada com o tanto de gente bacana que apareceu me dizendo que gostaram e incentivando a gravar mais videozinhos marotos. Ah, antes que alguém diga “affê, como ela se preocupa com a opinião dos outros”: não, masssss é meio óbvio que quem faz conteúdo para o Youtube não faz apenas para si mesmo, não é?

 Segue o vídeo:

Deixo aqui um agradecimento especial para quem contribuiu diretamente para esse vídeo ir ao ar:

~ Deny, o meu marido, editou e finalizou esse vídeo do jeitinho que eu queria;
~ Meu mano, Leandro, que incentivou e fez a primeira edição das imagens;
~ E a Pri, do Carioca do Interior que me indicou para essa TAG em vídeo.

Um abraçasso

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