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Receber esse livro da editora Belas-Letras foi uma grata surpresa pra mim. Mais uma vez, a diagramação e o conteúdo simplesmente impecáveis, assim como o livro do Sensacionalista lançado em abril passado. O design de A Mulher Incrível por si só seria uma obra de arte, mas lê-lo do início ao fim só me confirmou a obra primorosa e encantadora que é esta nova publicação. Se ainda não ouviu falar sobre o livro, conheça um pouco agora!

Título Original: A Mulher Incrível
Gênero: Contos & Crônicas
Autor: Alexandre Petillo
Editora: Belas-Letras
Páginas: 127
Ano: 2016
Onde encontrar: Saraiva | Extra

Sinopse: Existem alguns tipos de mulheres que você vai encontrar na vida. Têm aquelas que te fazem enlouquecer por uma noite. Têm aquelas que vão chegar e vão te fazer esquecer todas as outras. Têm também aquelas que você acredita que quer passar a vida toda ao lado delas. E, ainda, aquelas que você realmente vai ter certeza que vai passar a vida toda lado a lado. E têm as mulheres incríveis. É sobre essas mulheres que Alexandre Petillo escreve seus textos, que viralizaram nas redes sociais, com centenas de milhares de compartilhamentos a cada nova história.

"Quero mais. Quero viver. Quero as manhãs, ela fumando um cigarro no meu ombro. Quero o que ela quiser me dar."

Resenha

Nos perdemos no mundo de Alexandre Petillo, um mundo de verdadeira adoração à figura da mulher — ou no seu caso, das mulheres. É assim que você vai se sentir ao ler o livro. Ele fala abertamente e sem firulas de seus vários amores e desamores, praticamente um diário publicado. Algumas vezes caímos na dúvida se um texto ou crônica em tons de desabafo realmente aconteceu ou é apenas algum incrível devaneio criativo do escritor. Com uma pegada bem cotidiana esmiuçada em detalhes, o livro apresenta uma escrita nenhum pouco cansativa, marcante e bastante descritiva com cenários e personagens quase palpáveis. Petillo consegue nos envolver com sua musicalidade, poesia e cinema. As inspirações de sua escrita nos enchem os olhos ao mesmo tempo em que nos esvazia quando outra “mulher incrível” some durante a jornada do ‘mocinho-nem-tão-mocinho-assim’. Em alguns momentos conseguimos sentir uma certa compaixão pelo autor, como quando desabafa a loucura que fez por uma ex-namorada (e foi uma baita loucura mesmo!). É no texto Minha Maior Loucura de Amor, onde recebeu indiferença dessa incrível mulher que ele havia perdido mas queria reconquistar à todo custo. O trecho é inclusive, um dos meus favoritos. Carregado do melhor ingrediente: um amor não mais correspondido. O triste e poético de tudo isso é Petillo em meio à sua loucura, reconhecer que sua atitude não fazia sentido e assumindo ter seguido seu coração e esquecendo totalmente a razão (como todo ser humano faz). Petillo é isso. É humano, gente como a gente. O que seria da poesia se não existisse a loucura e a tristeza?
Com muito rock n’ roll (que tanto amo), munido de Beatles e Patti Smith, na companhia de James Bond, Bruce Springsteen e Leonard Cohen, com suas cervejas e seu inseparável cigarro, Alexandre nos traz um achado em forma de livro. Dá vontade de sentar numa mesa de algum boteco e ouvir suas histórias. E acreditar nelas — ou não.

trecho de "Minha Maior Loucura de Amor"

"Era final de 2010 e Paul McCartney encerrava seu show com a clássica The End, eu já tinha me debulhado em lágrimas. Beatles é a banda da minha vida. Nunca tinha visto um show de algum beatle, aquele era um momento emocionante demais. Para completar, eu tinha acabado de levar um pé na bunda da mulher que eu acreditava ser o amor da minha vida."

Livro A Mulher Incrível
Um dos meus textos favoritos do livro.

"Ela queria só sentir, eu queria dizer. Justo eu, que sou calado. Queria te dizer que se você precisar de um amor, eu sou o seu homem. Se quiser só um amante, eu faço tudo que você me pedir."

"Era tarde de domingo, esse que é o dia mais melancólico. Você precisa de um esforço para não se esconder do mundo. E aí vem ela. Que me seduz só com a possibilidade de uma imagem. Que me conquista só com a aparição de seu nome."

Considerações finais:

Como vocês mesmos podem ver, o livro é todo lindo. Adorei. Simplesmente adorei do início ao fim. É essencial para pessoas como eu, que curtem romantismo e boas histórias. O tipo do livro que dá vontade de sair escrevendo crônicas sobre amores e seus desamores! Devido destaque para meus textos favoritos: I’m Your Man, Ela O Verbo, Sempre Teremos a Eternidade, Minha Maior Loucura de Amor e Stay. Dá gosto de ler o Petillo, de tão humano quanto a gente é no nosso cotidiano. Fora o preço do livro que tá uma lindeza perto dessa maravilhosa obra!

E aí, ficou curioso pra ler um pouco do Alexandre Petillo? Já conhecia o autor?

Abraçasso

O frio se arrasta pelas ruas enquanto bate o queixo e esfrega as mãos. Ali perto, uma varanda consegue mantê-lo afastado. Não que eles não gostassem do frio ~ afinal, ele era uma bela desculpa. Abraçados com o corpo colado para aquecerem um ao outro, sorrisos escapam enquanto brindam vinho barato. Para eles dois, o melhor vinho de todos. Ah, tampouco importa! Mãos, cheiros, lábios, dois corpos e um desejo mútuo, o mais secreto de todos. Com o rosto em chamas e o coração clamando por mais, ela sorri como se nada mais importasse. E ele, ainda não acredita que está mesmo corpo à corpo colado nela. Quem um dia imaginaria? Para ambos naquele instante, o amanhã não existia. Literalmente relativo, talvez o frio tenha congelado as horas. E assim, se perdiam no tempo de uma quarta à noite. Aquela, dos enamorados.

Durante o perigoso jogo que se dispuseram a jogar, pausa para mais um gole de vinho. Mas… e se a garrafa acabar? Álcool + amor: a mistura perfeita pra manter o frio do lado de fora dessas duas almas que se encontraram. E bebem até a última gota, dane-se a dor de cabeça amanhã. Pausa para o cigarro. Tanto faz. Uma tortura deliciosa com gosto de uva rola solta entre eles. O medo do amor já não existe, eles se completaram de forma única e se entregam drasticamente ao sentimento ainda desconhecido: doce e suave, porém embriagador como o vinho que ainda aguça o paladar. Um compreende a loucura do outro como nunca visto antes por nenhum dos dois.

Os corpos já não querem a distância e os corações não se separam desde aquele primeiro beijo, talvez eles ainda nem perceberam isso. Depois de uma dança de total entrega, como dois amantes, caem num sono profundo e acolhedor dividindo a pequena cama. E eles adoram. Quanto menor a cama, mais pele com pele.

— Acorda, são duas da manhã.

A fumaça do cigarro paira no quarto. Eles sentem que não tem como adiar: é a hora da despedida. E que dolorida, angustiante, de congelar qualquer coração. Não é exagero dizer, culpa desses dois corações que não querem mais se afastar. O carro dela vai embora e some no breu da madrugada. A danada da solidão toma conta da cama dele com o aroma ainda quente dos dois corpos nus.

Mas calma, coração. Sexta começa tudo outra vez.

crônica por
Beatriz Aguiar

Depois de um breve sumiço, volto com uma resenha de um dos livros que li esse ano.
Assassinato no Expresso do Oriente foi publicado originalmente em 1934 e a autora Agatha Christie, é reconhecida mundialmente como a rainha do crime.

Título original: Murder on the Orient Express
Gênero: Romance Policial
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 196
Ano: 2011
Onde encontrar: Submarino | Extra

"Mon ami, se quiser pegar um coelho, enfie alguma coisa em sua
toca. Se houver coelho ali, ele correrá."
Hercule Poirot

Resenha

Hercule Poirot é um ex-policial belga e um detetive peculiar que utiliza métodos próprios para desvendar seus casos brilhantemente. Quando ele chega em Istambul recebe um telegrama no hotel Toklatian – que se hospedara – onde pediam urgentemente o seu retorno à Inglaterra para solucionar um caso com uma reviravolta. Então, o bigodudo M. Poirot pega o Simplon Orient (o Expresso do Oriente) a caminho de Londres, mas a certa altura da viagem o trem é obrigado a parar por conta de uma forte nevasca e um assassinato acontece durante a madrugada. Na manhã seguinte, Poirot é informado que um homem americano com muitos inimigos é assassinado brutalmente à facadas dentro de sua cabina, no trem da Companhia Internacional de Wagon Lites. Poirot precisa utilizar as células cinzentas de seu cérebro mais uma vez para descobrir quais passageiros desse trem é o assassino. Dentro do vagão de primeira classe, haviam doze passageiros. Poirot começa ali sua investigação, observando o local do crime e conseguindo uma prova, onde confirma que o tal homem que fora assassinato usava um codinome. Ele fora o mentor do caso de sequestro mais horrendo e frio da época, com uma enorme repercussão em toda a América do Norte. Entre senhoras ricas, dama de companhia, coronel, jovem governanta inglesa, valete, médico grego e os próprios funcionários da companhia, Hercule Poirot toma seus depoimentos e começa ali sua busca implacável.

O detetive tirou a cigarreira do bolso e acendeu um cigarro. Seus olhos pareciam sonhar. - É isto que torna o caso tão interessante para mim - comentou. - Todos os caminhos normais nos foram cortados. Será que essa gente diz a verdade ou está mentindo? Não temos como saber. Tudo se resume em exercício mental.

Apesar da leitura um pouco cansativa por conta dos depoimentos a parte com horários descritos e tudo mais, a leitura é agradável e nos prende do início ao fim. O final me soou um pouco decepcionante, esperava um desfecho digamos, diferente. Admito que é minha primeira leitura de Agatha Christie, a rainha do crime, talvez por isso eu tenha estranhado um pouco. Acredito que até mesmo por isso o final foi um pouco decepcionante: o que eu menos esperava foi o que realmente aconteceu e isso que torna o livro tão brilhante.
Para o meu primeiro romance policial de Agatha, no somatório geral, achei bem interessante a leitura. Há várias reviravoltas e um jogo de gato e rato onde não falta suspense, muitas perguntas surgem e quando achamos que pode estar o caso solucionado, outras dúvidas aparecem. Agatha é realmente maravilhosa, cria uma teia de relacionamento entre todos os personagens durante o livro, estes inclusive, muito bem descritos fisicamente e psicologicamente: por isso é tão incrível tentarmos descobrir como solucionar o caso junto de Hercule Poirot. Mas volto a dizer que esperava um pouco mais pelo burburinho em cima do título, mas para quem tem vontade de conhecer a literatura de Agatha, indico o livro.

Certamente - concordou Poirot -, e ainda mais quando há uma desavença. Mas este é um crime diferente. Tenho o meu palpite, meu caro amigo, que este crime foi cuidadosamente planejado. É um crime longamente premeditado, até mesmo ensaiado. O crime indica um cérebro frio, deliberado, eu diria anglo-saxônico.

Considerações finais? Que Hercule Poirot é um detetive brilhante, não haveria outro melhor para solucionar o assassinato no trem. As últimas 10 páginas do livro ele disserta exatamente como tudo aconteceu e as tentativas em vendarem seus olhos diante do crime. Fora que essa edição de capa dura é a melhor que um livro pode ter! O livro é muito bonito e vale a pena cada centavo!

Abraçasso da Bia.

Orkut: Porque relembrar é viver!
Prestes a completar 2 anos do seu fim, um post para a rede social dos nossos corações. <3

Oi, gente. Quem viveu a era Orkutiana sabe o quanto ela era divertida sem os estrelismos e a ostentação do Facebook nos dias atuais. Costumo dizer que no tempo do Orkut o povo assumia sua tosquice não dando a mínima pra isso e exatamente por isso era tão divertido! O lance é que o querido Orkut não está mais entre nós ~ rest in peace ~, porém, recuperei meu “profile” com todos os scraps que restaram, os depoimentos e as comunidades que fazia parte ~ o que eu mais queria ~ pois a Google manteve o seu arquivo com todas as comunidades, descrições e tópicos que resistiram ao fim dessa geração. E claro que eu não me lembrava de todas que participava, por isso recuperei meu perfil.

Minha vida no Orkut teve início em 2005, após minha fase Fotolog. Na época mandavam convite para nosso e-mail e só a partir dele que podíamos criar um profile no Orkut. Se não me falha a memória, quem mandou foi uma amiga, a Franciele, acho que o fotolog dela era fran_sk8, algo assim. Lembra, Fran? HAHAHAH, old times. Infelizmente o titio Zuckerberg criou o Facebook e vários amigos já tinham, os mesmos viviam mandando convites. Me rendi ao FB no início de 2011 e desde então fui abandonando o Orkut aos poucos, mantive o perfil apenas para guardar fotos e falar com o meu marido ~ na época namorado, pois ele não tinha um perfil no Facebook.

Caso você lembre das expressões “o que falar dessa pessoinha..”, “propagandas somente nos tópicos permitidos”, “ciclano invadindo aqui”, “só add conhecidos com scrap”, “participa aí da minha comu” e “retribuindo a visitinha”, ou, se dava um confere para saber quais amigos eram seus fãs, participava de joguinhos nos tópicos das comunidades, apagava seus scraps e deixava só aquele especial, quebrou a cabeça escolhendo apenas 12 fotos para pôr no álbum na fase inicial da rede, mandou depoimentos para não aceitar (já prevendo a necessidade das mensagens do Facebook), começou a namorar e esperou o(a) namorado(a) mudar o status para namorando, chegou a acreditar que era 100% sexy, 90% legal e 90% confiável, escrevia em [i]itálico[/i] e [b]negrito[/b], colocou trecho de música no “quem sou eu”, usava a comunidade Discografias para baixar música e se achava popular quando uma foto tinha mais de 20 comentários, aqui é o seu lugar para voltar ao mundo perdido do Orkut. :)

Pensando no tempo que passou, algumas coisas não mudam mesmo..

1. Se há dez anos atrás eu já carregava esse sentimento, o mundo de agora só fortaleceu.

Comunidade do Orkut Nasci na época errada

2. Quem conhece a fama do falecido ex-presidente russo sabe do que eu tô falando. #Yeltsinfeelings

Comunidade do Orkut Bebo e viro político

3. E vou morrer cafona! Não tenho dúvida alguma.

Comunidade do Orkut Sou cafona

4. De lá pra cá minha velhice só aumentou..

Comunidade do Orkut Velhice precoce

5. Apesar de tudo o que já me disseram, continuo acreditando até hoje.

Comunidade do Orkut Eu creio

6. Atualmente falando, um "pouco mais" autossuficiente.

Comunidade do Orkut Autossuficiencia

7. Para alguns familiares, conhecidos e vizinhos. Quem nunca se desiludiu musicalmente com alguém?

Comunidade do Orkut Desilusão musico-amorosa

8. Porque nunca fui obrigada, bjs.

Comunidade do Orkut Sem ritmo

9. É claro que minha opinião não mudou, a única mudança é que o namorado virou marido. SALVEI MESMO ELE, GENTCHY! Que orgulho!

Comunidade do Orkut Salvei meu namorado

10. Me escutem: o mundo vai acabar e só restarão as baratas, Keith e sua garrafa de vodka.

Comunidade Orkut Keith Richards Baratas

Estas foram minhas comunidades eleitas, mais adiante postarei outras que eu gostava de participar e que me representam até hoje. ♥ Acho que a internet era realmente mais feliz e divertida naquela época. Talvez eu tenha tanto carinho assim porque foi uma época boa, me lembra do começo do meu namoro e todas aquelas coisas que o cara acha bacana quando se tem vinte anos.

Rolou uma nostalgia por parte de vocês do finado Orkut também?!
Quais comunidades você ainda se lembra e te definem até hoje?

Abraçasso e bom feriado.

Sensacionalista em livro! Não poderia ter uma data diferente para o lançamento: PRIMEIRO DE ABRIL! O estrondoso sucesso da internet agora em um novo formato, em livro para você ter sempre na sua estante!

Quando recebi o meu exemplar em casa, ~ o primeiro da minha parceria com a Belas-Letras ~ mal acreditei! Ele é tão bonito e com um conteúdo tão bacana e atual. Um prato cheio para nós brasileiros, que criticamos o que nos incomoda sem perder nosso bom humor! Afinal, bom humor é tudo hoje em dia.

Título Original: Sensacionalista – Isento de Verdade
Gênero: Humor
Autores: Nelito Fernandes, Marcelo Zorzanelli, Leonardo Lanna e Martha Mendonça
Editora: Belas-Letras
Páginas: 189
Ano: 2015
Onde encontrar: Loja Belas-LetrasSaraiva | Livraria da Folha

SINOPSE: Você fica on-line e não sabe mais o que é verdade e o que é mentira? De repente você se dá conta de que a realidade parece piada e as piadas poderiam ser reais? Aquele seu amigo depressivo e autodestrutivo exibe uma vida radiante e cheia de significado no Facebook? O apocalipse é um dia sem o Whatsapp? Então seja bem-vindo ao mundo do Sensacionalista, o portal de humor da internet com 2,5 milhões de fãs mais isento que você já conheceu… Depois de ler este livro, você vai ter certeza que, se no futuro alguém resolver estudar nossa geração, pelo menos vai se divertir muito – e talvez chegue à conclusão de que tudo não passou de uma grande farsa.

RESENHA: A editora Belas-Letras teve a brilhante ideia e o cuidado em oferecer um livro engraçado e com uma belíssima edição. Não apenas pela qualidade da impressão, do papel ou da capa em auto-relevo, nem das cores escolhidas: o livro é todinho impresso nas cores do site Sensacionalista: vermelho, preto e branco. Nem por conta dos gráficos, que também são pra lá de incríveis. Mas pelas famosas manchetes divididas em categorias, escolhidas a dedo com todo o carinho da equipe.
O site com cara de jornal sensacionalista ganhou um livro impecável e como de costume, muito engraçado. Logo na capa traz a notícia “pagar por um livro que está na internet é sinal de genialidade, dizem especialistas”, uma clara alusão para induzir pessoas ao consumo desse livro e carregado do ingrediente principal do Sensacionalista: a ironia. Nessas horas me pego pensando se o nome Sensacionalista veio como uma crítica aos telejornais que conhecemos por aí ou por ser apenas sensacional mesmo!
O livro é um apanhado dessas ácidas críticas travestidas de notícias. Sim, você pode até pensar que o Sensacionalista é somente uma página de humor, mas procure ler com atenção as manchetes absurdas, existem duras ~ e muitas vezes claras ~ críticas ao nosso governo, ao consumismo, ao comportamento, nosso cotidiano, sobre a nossa falta de cultura e zoeiras de importantes empresas. Claro, com aquela boa pitada de humor digna do Sensacionalista, coisa que realmente não falta nesse livro. Por várias vezes me peguei rindo sozinha igual uma maluca. HAHAHAH
Esse é um daqueles livros para ler em um dia difícil, sorrir e rir das desgraças da vida. Afinal, nós brasileiros temos o bom humor enraizado dentro de nós mesmo nos momentos mais difíceis.

E aí? Curiosos com o livro do Sensacionalista?!

sensacionalista capa 2 - blogsince85

Um abraçasso e bom fim de semana!

Fala, povo querido!

Estreando o blog na seção de resenha literária: o meu primeiro livro lido em 2016. Uma bela indicação da querida Natália, do blog Only Secret Dreams. Acabei lendo a sua publicação sobre 10 Livros Para Ler Nas Férias e fui correndo na livraria mais próxima comprar um exemplar de “Fiquei Com o Seu Número” para levar comigo nas férias, seduzida pela leitura leve e pela comédia que o livro teria. Inclusive, uma comédia romântica pra ninguém botar defeito, eu diria. P.s: Li o livro em três dias.

Título Original: I’ve Got Your Number
Gênero: Romance
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 464
Ano: 2012
Onde encontrar: Saraiva | Amazon

Resenha

Fiquei Com o Seu Número tem uma linguagem leve, de fácil absorção e agora entendo o porquê de Sophie Kinsella ser tão famosa e possuir tantas admiradoras de blogs literários — alô Bianca e Thaís! O livro é escrito pela autora inglesa em primeira pessoa. Você se sente o tempo todo como uma autêntica amiga da personagem principal, o que é apaixonante!

Poppy Wyatt é o tipo de amiga que toda garota deveria de ter, ela é engraçada, atrapalhada e escreve incríveis notas de rodapé. HAHAHA! Fisioterapeuta com os pés no chão e a cabeça no mundo da lua. É noiva de Magnus Tavish: inteligente, bem sucedido e o homem perfeito para Poppy — e também para suas amigas, principalmente para a escandalosa Annalise, que a inveja descaradamente. Seus sogros, Wanda e Anthony Tavish lhe causam arrepios: intelectuais e com ironias incompreensíveis para Poppy — porém, Magnus merece todo o esforço. Afinal, nas palavras de Poppy “ele é o homem perfeito”.
Numa bela tarde comemorando sua despedida de solteira — acompanhada por suas amigas e sua cerimonialista — um incidente acontece no saguão do hotel e o seu anel de noivado some. TRAGÉDIA, POPPY! Começa então a saga de Poppy atrás de seu bendito anel de esmeralda e diamantes, na família de Magnus há três gerações. TRÊS GERAÇÕES, srta Wyatt!
O desenrolar da história é um círculo vicioso, a autora consegue criar vários acasos com reviravoltas surpreendentes, o primeiro deles é o fato de Poppy ter seu celular roubado assim que percebe o sumiço do seu anel e acaba tendo a “sorte” (se é que ela consegue ter durante o desenrolar do livro!) de encontrar um outro celular.. no lixo do hotel! Totalmente desesperada e somando o fato de Poppy precisar de um número para contato com os funcionários do hotel caso encontrem o tesouro perdido, Poppy se agarra ao celular desconhecido que parece um celular empresarial. E logo surge o dono dele com nome e sobrenome: Sam Roxton, o misterioso executivo bon vivant da imponente “White Globe Consultoria” que havia dado este celular para sua assistente Violet, afim de mantê-lo em dia com todos os seus e-mails, mensagens e agenda de compromissos.
Poppy não vai devolvê-lo e propõe que o manterá informado sobre todos os e-mails e mensagens que chegarem até ela. Porém, o que ela não sabia é que assim entraria no mundo de Sam, apenas com este celular. E automaticamente ele acabaria entrando na vida dela: FOCO, POPPY, TENHA FOCO!
Querendo ajudar à sua maneira, ela se mete em muitas enrascadas e envolve Sam dentro delas, como confusões com sua ex — uma perseguidora dissimulada assumida, funcionários, amigos e até com o pai de Sam! São muitas as cenas cômicas descritas de forma única, como o primeiro encontro entre Sam e Poppy e a ajuda de Sam para encobrir a perda do anel de noivado. Mas a maior reviravolta de todas: a ajuda de Poppy com um problema que poderá interferir no futuro da empresa em que Sam trabalha. Uma trama simples, mas que envolve muitas traições e vários relacionamentos conturbados, típicos do ser humano.

Durante a sequência dessa história, nossa “heroína” se mete em muitas aventuras, ajudando Sam a manter sua agenda em dia. Mas ela vai muito além disso. Mas até onde?

Quanto ao desfecho, típico das comédias românticas!

Livro Fiquei Com o Seu Número

P.s: que medo de colocar algum spoiler importante!

Espero que deem uma chance para o livro porque ele é realmente apaixonante. Sophie trouxe um desejo adormecido em mim: o de ler um livro atrás do outro! E assim tenho feito desde então.

Curtiram a primeira resenha do blog? Já leram esse livro ou algum outro da autora? Vamos conversar sobre livros, gente. <3

Um abraçasso e boa semana.

Olá, pessoas queridas que me acompanham.
Sou aquele tipo de pessoa que acredita piamente que quem escreve todos os seus males espanta. Mas sei que isto não é segredo pra ninguém, amo escrever e ler coisas que saem do coração! E deixo aqui um poema que escrevi há alguns dias e que gostaria muito de compartilhar com todos que leem o Since85.

Se eu Quiser

“Posso ser a borboleta que voa atraída pela chama
Um barco a velejar em meio à misteriosa imensidão azul
Posso ser aquele pássaro que migra desesperadamente para o sul ao fugir da tempestade
E se eu quiser, posso até mesmo ser uma estrela, aquela mais brilhante no infinito do céu

Posso ser o sorriso sincero da criança ao abrir o presente
O primeiro choro do recém-nascido ou o acalanto do colo materno dos primeiros dias
Até um badalar dos sinos da pequena igreja no alto do morro eu posso ser
Ou o olhar apaixonado dos enamorados no primeiro encontro
Quem sabe, poderei ser também as flores que desabrocham no orvalho da manhã
Ou a chuva fria no fim de mais um dia de verão
Ser até mesmo as nuvens que passam desenhando os céus trazendo consigo a escuridão

Posso ser a sabedoria e a ignorância
A dor e o prazer
Gratidão ou vingança
A vida e a morte

Posso ser até mesmo você
Bem no fim, posso ainda ser eu mesma acompanhada de minha solidão
E o que eu mais quiser ser
Só cabendo a mim essa decisão”

Abraçasso, um bom fim de semana para todos.

No dia internacional da mulher nada mais justo que a proposta coletiva do “Vai um Café?” ser essa discussão tão importante. É tão fácil dizer o que queremos, mas e o que nós não queremos e que acontecem todos os dias?

Não quero ser vista como uma feminazi por defender meus direitos. Não quero ouvir comentários maldosos por fazer algo “que não seja para mulheres”, não quero “ficar para titia” e não ter filhos por optar primeiro pela carreira e pelos estudos. Não quero que ninguém tenha pena ou repudie a minha liberdade. Sem essa de não poder falar palavrão porque é coisa feia ou, de não poder ser simpática por acharem “que estou dando mole”. Não quero ir a uma festa e ter minha blusa desamarrada por um homem (pasmem, ele era gay) e sabe-se lá os motivos estúpidos que o levaram a isso. Não quero ser rotulada como drogada ou lésbica por ser fora do padrão feminino empurrado pela sociedade. Não quero ter que chamar a polícia porque um cara passou a mão em uma amiga minha na frente de outras pessoas numa barraca de cachorro quente.

Situações que já aconteceram comigo, e com você? Com certeza algo já aconteceu.

Quero apenas o direito de ter meu filho como e quando quiser, de andar pelas ruas de cabeça erguida sem cantadas infames, direitos iguais por tudo que já fizemos e conquistamos. Sair pela rua à noite sem o medo de sofrer abuso de um doente qualquer. Igualdade salarial e na vida amorosa. Quero me sentir bem com o meu corpo, seja franzino ou corpulento. Quero falar sobre tesão sem me sentir culpada por isso, ao mesmo tempo ter respeito e liberdade. Principalmente daquelas mulheres, que em sua maioria, contribuem para que o machismo impere impregnado no nosso cotidiano, competindo umas com as outras para ver quem é a mais gostosa ou mais inteligente. Deixo também o meu apelo, para toda mulher que sofre algum tipo de abuso em casa tenha coragem e voz para mudar sua situação antes que seja tarde demais.

E parando para refletir um pouco mais sobre esse texto e o dia de hoje, o que todas nós queremos e todos os dias tentamos mostrar ao mundo: todo o “respeito existente” é muito pouco perto do que realmente merecemos. Resta aos homens (e algumas mulheres) entenderem o nosso recado.

Não, eu não quero apenas um dia exaltando a força e a importância da mulher na sociedade, quero todos eles. Vamos tomar posse do que é nosso, vamos manter a nossa (r)evolução silenciosa.

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Engraçado quando criamos algo que se torna relevante para outras pessoas, é exatamente como diria o Homem-Aranha: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades.” e assino embaixo.

No começo a gente acha que não vai dar muito certo. Mas aí vários compram a sua ideia e te apoiam, ficam felizes pela sua intenção e iniciativa, falarão que é um motivo muito nobre e lhe darão tapinhas nas costas. Todo aquele discurso fadado a mesmice. Algum tempo depois, surgirão as primeiras dificuldades e aí você pode perceber realmente quem torce ~ ou não ~ por você.

Muito fácil você criar algo, lapidar, lutar diariamente para ter uma certa visibilidade e alguém que nada tenha feito para lhe ajudar, vem e aponta ‘defeitos’ na sua criação. Um feedback é bom, mas quando a gente tem que lidar com pessoas tudo vira do avesso e não é uma opinião apenas: são MILHARES DELAS. E tem pessoas que simplesmente não entendem isso. Que é preciso ter cuidado e ser “cheio de dedos” para não magoar as outras pessoas, que a troco de nada te ofendem. Se de um lado querem o mesmo que você e concordam, do outro existem mais pessoas que pensam totalmente o contrário e aí você se vê em meio a esse fogo cruzado de opiniões não sabendo quem agradar. Mas o que fazer nesses casos?

Não é difícil se decidir, apenas aja por você mesmo. É a conclusão que chego mais uma vez depois dessa experiência.

Se pensar apenas nos outros, talvez acabe aparecendo alguém que te dê uma bela sacudida e lhe faça ver que no fundo é o que devia ter sido feito desde o início. Mas para não magoar outras pessoas você voltou atrás, porque ficou com MEDO de elas acharem que você era uma pessoa ruim. Por ter agido antes com minha percepção e ter me incomodado com um ex-membro do grupo, abri mão do que eu achava correto e acabei querendo abraçar um mundo de pessoas. Mas o meus braços são pequenos para isso e eu não enxerguei.

Apenas faça o que VOCÊ ACHA CERTO, porque no final das contas é o que realmente deve ser feito.

Quando criei o “Vai um Café” não tinha propósitos maiores do que reunir algumas pessoas com blogs legais para acompanhar, fazer algumas amizades através dele e trocar experiências na blogosfera. Mas ele foi crescendo sem parar até que se tornou difícil gerir o grupo no Facebook. E de quase 300 blogs me vi na obrigação de reduzir para 115, porque vi claramente que não estava mais havendo a interação inicial que eu desejei para o grupo.

Como sou a idealizadora, me senti no direito de reduzir o grupo após a crítica de um membro antigo pelo qual tenho muito carinho. Sendo que era algo que também me incomodava há um certo tempo, portanto, foi para o bem geral.

No momento, não serão aceitos novos membros. Espero que compreendam.

Abraçasso.

A literatura ~ feminina ~ brasileira está em polvorosa! Lygia Fagundes Telles foi a escritora indicada pela União Brasileira de Escritores para o Nobel da Literatura deste ano. E caso ganhe, será o primeiro prêmio nobel da nossa literatura. E vindo de uma mulher, este prêmio se tornaria simplesmente um marco para a literatura brasileira.

Lygia Fagundes Telles, romancista paulistana hoje com 92 anos de idade, desde pequena sabia de sua vocação para escrever e inventar histórias. Como ela mesma diz “vocação nada mais é que o chamado, a paixão em fazer algo”, portanto não seria petulante da parte dela dizer às pessoas que sua grande vocação era mesmo escrever. O sucesso era algo que ela realmente não almejava com suas escritas. E ela transitou à vontade entre o conto e o romance.

Em 1941, dona Lygia entrou para a faculdade de Direito da USP e quando escreveu o seu primeiro livro, sua mãe então lhe disse “Você já entrou para uma escola de homens e ainda vai publicar um livro? Agora que você não casa mais.” Puro engano, dona Lygia casou-se duas vezes no decorrer da longa vida. O primeiro marido um jurista, Goffredo da Silva Telles (ex-professor seu da faculdade) e o segundo, o cineasta Paulo Emílio Salles Gomes, já falecido.

Feminista ferrenha muito antes de tornar-se a “moda” dos dias atuais, dona Lygia foi com certeza muito além do seu tempo, mas acima de tudo é romântica e uma apaixonada pelas palavras. “É impossível procurar novas palavras para dizer eu te amo e, no entanto, estou eu em busca dessas palavras, dessas novas formas, são as aventuras da linguagem. Sem paixão, mesmo com competência, você não consegue dar conta do seu ofício”, disse ela uma vez em um documentário.

Com 17 livros entre contos e romances, estes foram traduzidos para o inglês, polonês, espanhol, alemão, russo entre outras diversas línguas. O primeiro romance da escritora foi “Ciranda de Pedra“, publicado em 1953 e é um marco na sua carreira literária, considerado por ela mesma o ponto onde alcançou o seu amadurecimento total. Este romance foi adaptado para a TV no formato de uma novela em 1981 pela Rede Globo e fora estrelada por Eva Wilma, que interpretava Laura Macedo, uma mulher frágil e oprimida e tratada como louca por seu marido.

Já em 1973, Lygia publicou seu terceiro romance, “As Meninas“, este fora colecionador de vários prêmios literários, entre eles o Prêmio Jabuti. Em 1985, ela recebeu o título de imortal ao ocupar a cadeira número 16 da Academia Brasileira de Letras e foi a terceira mulher a ser nomeada imortal. Em 2005, recebe o prêmio Camões. Sempre ativa na produção ficcionista, aos 88 anos publicou “Passaporte para a China”, coletânea de crônicas sobre uma viagem de 20 dias que fez a Pequim e Xangai.

"Tenho vocação, mas não exijo dessa vocação o sucesso. Cumprimos com a nossa tarefa. Sei que a minha palavra é a única maneira de ajudar o próximo. Se eu puder ajudar o outro no seu sofrimento, no seu medo, na sua luta, que também é o meu sofrimento, meu medo e minha luta, minha missão estará cumprida."

Dona Lygia é ou não, a coisa mais rica da literatura brasileira? ♥

"Dizer não vou morrer, não vou, não vou. Me leia, dizia o poeta, não me deixe morrer, não me deixe morrer!"

Vamos ficar na torcida por nossa Lygia Fagundes Telles! Este é um dos poucos momentos que dá orgulho ser brasileiro. O Nobel de Literatura será anunciado em outubro na Suécia, em Estocolmo. #GoLygiaTelles

P.s: Foi ela quem escreveu o livro de contos mais belos que já li: “Antes do Baile Verde”.
E vocês, já conheciam a autora?

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Um abraçasso.

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