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Fala, povo! Escrevi essa resenha quando terminei o livro e o filme estreou nos cinemas, no dia 16/06 e assisti semana passada com azamiga. #CinemaInteiroChorou, menos eu. HAHAH

Como Eu Era Antes de Você é o aclamado romance da escritora inglesa JoJo Moyes. É uma verdadeira lição de vida, fala sobre amor, compaixão, perdas e superação. A história gira em torno de dois opostos: Louisa Clark e Will Traynor. Ela, uma garota simples e acomodada com a vida que leva, feliz na pequena cidade turística e não carregando nenhuma ambição consigo. Ele é rico, inteligente, viajado, esportista e que domina o mundo dos negócios como ninguém.

Título Original: Me Before You
Gênero: Romance
Autor: JoJo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2012
Onde encontrar: Saraiva | Livraria Cultura | Americanas

RESENHA:

Quando o café em que Lou trabalha fecha as portas, ela se vê desempregada e logo sai em busca de outro emprego pois é uma ajuda importante com as contas da casa, junto de seus pais, sua irmã mais nova e seu sobrinho Thomas. Na procura, nenhum emprego se encaixa como um que apareceu: o de cuidadora por apenas seis meses. Atraída pela ótima renda mas ainda em dúvida quanto ao seu talento de cuidadora, ela decide tentar a vaga. A entrevista é mais que desastrosa — e engraçada — mas mesmo assim é contratada.

E não demora muito para Louisa e Will se encontrarem. O cargo, para cuidar de Will: há dois anos tetraplégico por conta de um atropelamento. Ao conhecê-lo, Lou se depara com um amargor e sarcasmo exagerados, típico de um homem que teve uma vida intensa ceifada e desde então vive isolado. Ele com o coração pesado, vê na mocinha motivos suficientes para fazer a vida dela ser bem difícil na casa adaptada, também frequentada por seu fiel escudeiro, o enfermeiro Nathan. A relação no início é desastrosa, com ironias, períodos de silêncio e muito desconforto para Lou. Ela detesta Will: ele é rude, grosseiro e não cede na convivência por mais que ela se dedique a contornar seu mau humor e ser prestativa. No início do trabalho ela descobre algo perturbador de Will, uma decisão que levou sua mãe a contratar uma pessoa sem experiência alguma. Louisa é  a única esperança que eles tem para Will mudar de ideia e Lou vai tentar de tudo nestes seis meses que ela tem ao lado dele. No decorrer do livro, a relação entre Will e Lou torna-se importante para a vida dele e não muito diferente, para a vida dela também. Um acaba se tornando essencial na vida do outro. Lou é simples e mostra a Will coisas que ele não conhecia mais, como voltar a sorrir — e rir de coisas bobas da vida. Ela é divertida, se veste com roupas e sapatos de gostos duvidosos, mas é carinhosa e atenciosa na sua rotina como cuidadora. Will é inteligente, gosta de filme cult e ensina uma porção de coisas novas para a humilde Lou, como incentivá-la a conhecer um mundo novo, para que se arrisque mais e vá além do que ela deseja pra si. E dia após dia, ele realmente mostra que ela pode tudo o que ela quiser, principalmente mudar sua vida simplista e confiar mais em si mesma. A sensação é de que eles realmente se completaram e juntos vão se divertir muito e surpreender nós leitores, com as experiências que terão.

Na história existem outros personagens importantes: temos os pais de Lou, Bernard e Josie; a irmã Treena; Patrick o namorado esportista; Nathan o enfermeiro e os pais de Will, a juíza Camilla Traynor e Steven Traynor. Lou namora Patrick? Sim, o cara demonstra se preocupar mais com as calorias que ingere ao dia do que com ela, mas tudo bem. Como numa libertação diante de reviravoltas e uma séria discussão, eles terminam o relacionamento. Ela sente urgência em ajudar Will e não abre mão disso — na verdade, ela bem sabe que já está apaixonada por Will e precisa correr contra o tempo que está acabando. E o emocionante é justamente isso: Lou totalmente envolvida por Will, lutando contra o relógio para tentar mudar a vida dele e salvá-lo de si mesmo, fazendo-o desistir do caminho que ele próprio escolheu. Aviso que criei uma empatia instantânea pelos personagens, todos são muito bem construídos emocionalmente. Sobre o desfecho, pra mim não foi surpreendente visto o burburinho em torno do livro mas a mensagem final é linda, do tipo que TODO SER HUMANO DEVERIA LER.

Como eu era antes de voce - JoJo Moyes - blogsince85

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O livro não é apenas um romance/drama, tem também uma pitada de comédia no meio. Podemos dar umas risadas com os trechos quando Lou cria programas diferentes para ela e Will apreciarem juntos. Afinal, qual seria a graça em ter uma protagonista que não fosse estabanada como ela?! Acho que deu a leveza que o livro precisava. Enfim, é uma belíssima história. As últimas quarenta páginas são pra lá de emocionantes mas apesar disso, não chorei como várias pessoas descreveram. Tudo bem, assumo que li essas páginas com o coração nas mãos prevendo o que estava pra acontecer, foi tocante mesmo. Mas só isso, nada exagerado.
Como Eu Era Antes de Você é o tipo de livro que você vai ler sem parar e querer logo chegar na página seguinte pra saber o que mais vai acontecer de tão incrível e bem escrito. Sem contar que ele é inteirinho um soco na nossa cara, nos faz repensar uma porrada de coisas sobre a vida. É emocionante, alegre, triste. Como a vida real. Você vai tê-lo com um de seus favoritos com toda certeza, se curtir um bom drama/romance. Espero que muitas outras pessoas deixem de lado o lance “ai todo mundo gosta, que saco” e leiam, Will e Lou tem muito a nos ensinar!

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Bom, vou deixar o trailer do filme — que foi bem produzido e fiel ao livro. Sugiro que leia primeiro e depois assista, ou bem provável caso você assista o filme antes, vai querer ler depois. Como as amigas que foram no cinema comigo (beijos Jé e Pri ♥). Quem sabe pode rolar uma resenha do filme também, comparando com o livro.

Já leram o livro? E sobre o filme? Gostariam de uma resenha do filme por aqui?!

Sete anos. Eu sei que não é nada original começar uma publicação como essa dizendo que sete anos não são sete dias, nem sete meses e blablablá. Mas pô, são sete anos. Já. O louco é no mesmo instante em que tudo parece ser tão recente pelos sentimentos ainda desmesurados, tudo vivido mostra pra ambos que faz mesmo um bom tempo desde que somamos nossas vidas — dividi-las, jamais. Isso significa muitas histórias, muita coisa que se passou, inúmeras lembranças juntos desde aquele vinte e um de junho. Bem da verdade, temos lembranças antes dessa noite em especial, já era o destino enviando sinais. Assumo publicamente que me tornei uma pessoa melhor de 2009 pra cá por culpa dele, afinal, são sete anos juntos desde aquela noite. Ca-ram-ba.

Quando criança, não entendia muito os porquês da minha mãe sempre contar da primeira vez que viu o meu pai. Mas eu adorava escutar, algumas vezes eu mesma perguntava só para ouvi-la. E ela sempre repetia as falas, lembrava do lugar, da temperatura que fazia no dia, a hora e até a roupa que o meu pai usava. Nunca se cansava, sempre com o mesmo sorriso e brilho no olhar quando mais uma vez me contava como se conheceram. Isso era pra ela, provavelmente, uma espécie de bálsamo para o seu coração, recordar o início lhe dava prazer. Era nítido.

Hoje entendo, totalmente. É gostoso ver que o tempo passa e os sentimentos continuam tão acesos no coração.

A primeira vez que o vi não estava sozinha, nem ele. Não foi romântico. Não teve malícia. Sequer uma palavra trocada. Apenas senti o meu peito tomado por um sentimento estranho, eu não o conhecia mas não conseguia parar de olhá-lo depois que passou por mim. E relembrando bem agora, foi algo tão diferente e novo dentro de mim. O meu coração talvez tenha se apaixonado naquele instante e eu só descobri seis meses depois. Esse danado do meu coração já me dizia algo naquele momento, a minha atenção foi todinha daquele cara no meio de tantas outras pessoas. Isso, há quase oito anos atrás. Mas lembro em detalhes o que senti e até como ele tava vestido, do clima do dia. Só que nunca naquela tarde, eu imaginaria aquele garoto como meu marido um dia. Minto, talvez o meu coração já sabia e a cabeça, era lerda demais pra entender o que só o coração previa.

Depois de alguns meses e encontros aleatórios por conta de amigos em comum, até rolou um episódio bastante engraçado dias antes, acabamos juntos num domingo à noite. Foi quando tudo começo, mas quem esperava por isso? Ninguém. Mas coração não se engana! O incrível é que nós não precisamos fazer nada além do nosso alcance, apenas era pra ser e foi o que aconteceu. Nosso destino fez todo o trabalho sozinho, isso foi o mais foda do início da nossa estória, o destino traçado há tempo e a gente nem sabia disso. Ou sabia. Mas o destino… esse deu o seu jeito, nos levou, um até o outro. E naquele domingo, seis meses depois daquele primeiro encontro, ele teve a iniciativa — ou quase isso: tímido, meio atrapalhado, perfeito. O destino já havia preparado tudo para nunca mais desgrudarmos um do outro. E ainda sinto o gosto primeiro beijo na minha boca, até hoje.

Sei que vou recontar a nossa história milhares de vezes, e isso quer dizer muito mais do que já recontei até hoje. A verdade é que vou cansar nossos filhos e netos contando essa nossa estória, a história que era pra ter acontecido. Que felicidade poder viver ao teu lado por esses anos, quero mais, muito mais. Tenho muito orgulho da gente, do nosso sentimento e de toda a nossa descoberta da vida à dois.

E eu me encontrei.
Há sete anos.

O meu abraço hoje é todo dele. Te amo, Deny.

“Ontem dia 13/06, fiz 31 anos. Olha que doideira, dia 13 fiz 31. Poxa, 31 anos. Caramba.
Não que eu me sinta como se ainda tivesse 15 ou 20 anos, longe disso, mas é que a vida passa voando, cara. Sério. Parece papo de tiozinho mas não é, não. Eu olho para a foto do post e lembro exatamente do meu irmão falando “faz assim com a mão, ó” e foi tipo, ontem. E ainda “ontem” existia o receio do primeiro dia de aula, a praia todo fim de semana no inverno com meus pais e brincar de taco com meus irmãos, os ciúmes da minha irmã e por isso rasgar o pôster dela do grupo Dominó. Parece ontem que estreava o filme “Esqueceram de Mim” na TV, que passava Família Dinossauros e Simpsons na Globo domingo à noite.

Aos poucos a vida foi mudando, os anseios e os pensamentos também. Quando criança, era apenas uma moleca que gostava de jogar videogame e bola, sempre com um rabo de cavalo na nuca e tornozeleira. Vivia brigando com colegas na escola, enfrentando professor, putz. Gostava de ser revoltada e queria manter essa pose, acho que era a minha defesa. Quantas vezes fui pra diretoria! Conversava a aula toda com os amigos na sala. Moletom amarrado na cintura, calça, camiseta e all star. Tá bom, certas coisas não mudaram tanto, mas se comparar uma foto minha com aquele tempo vão ver que muito mudei. E não falo fisicamente.

A adolescência veio um pouco tarde pra mim, só aos meus 17 anos comecei — bem raramente — a sair de casa. Tinha hora pra chegar, sair só com os irmãos ou amigos conhecidos dos meus pais. Normalmente segurava vela, era aquela amiga que ficava cuidando pra ver se vinha alguém e o casal assim ficar em paz. HAHAHAH, #sdds adolescência 90/2000. Quantas amigas minhas “me deixaram para trás” nesse tempo. E assim foi, uma a uma encontrando um namorado pra chamar de seu. Eu, desapegada de demonstrações de afeto e telha pra isso, acabei ficando solteira e as amizades também foram aos poucos mudando.

Com os meus 18 anos veio a sonhada liberdade e a primeira moto, as saídas com as amigas eram mais frequentes. E não tinha chuva, frio e nem ventania que me deixasse trancafiada em casa. Aos 19 o primeiro carro e aí não parei mais, um pouquinho mais rebelde, uma boa caranga e aprontei várias. Andei com uma penca de gente, gente de tudo quanto é tipo. Gente boa, gente que não prestava, gente legal, gente que não valia um centavo furado, gente que era fiel a mim, gente que me apunhalou na primeira oportunidade. Fiz meus pais se descabelarem nessa época. Mas na medida que a idade foi passando, a mente foi acalmando e ganhando um pouquinho de sabedoria, daquela que só com o tempo e algumas faces quebradas a gente adquire.

E depois de tudo isso, me apaixonei e finalmente conheci o “tal do amor”, encontrei alguém pra mim, que encaixou daquele jeito maroto. Foi quando encontrei alguém que perdi minha mãe, a pessoa do coração mais puro que já conheci. E assim caí, do alto de um prédio de 40 andares, de cabeça. Perdi o meu chão. Meus pais diziam que namorando eu havia amadurecido e me tornado uma pessoa mais calma e consequentemente melhor, mas eu não acredito muito. Era corujisse deles. Acho que só aprendi certas coisas da vida adulta vivendo sem minha mãe, com esse choque de realidade. Tive que me virar com as minhas coisas, cuidar do que ela sempre cuidava pra mim. Acho que o maior aprendizado foi que as pessoas que amamos não vivem pra sempre e mesmo quando elas não querem, elas partem da nossa vida e não voltam mais. E cara, isso me deu um jab de direita bonito. Cá entre nós, desde então me espelho nela pra viver, não carrego todos os sentimentos nobres dela, mas costurar, cozinhar, o meu relacionamento com o meu marido.. tudo faz parte desse espelho. Não tê-la aqui me fez querer ser cada vez mais semelhante à ela. Pra me confortar um pouco, talvez. E depois do luto, dei mais um passo e casei.

É.. parando pra pensar foi coisa pra caramba que eu vivi.

Olhando para trás ao longo desses 31 anos, sofri, chorei, sorri e amei. Fui feliz, fui triste. E não mudaria nada na minha história, não me envergonho das porradas que dei e que levei da vida. Tenho muito orgulho da minha origem e o maior aprendizado dela é que minha família passou a ser muito mais importante do que eu imaginava ser quando criança. Acho até que envelheci com qualidade, chegar aos 31 anos um pouco amadurecida, hoje em dia, não é pra todo mundo.

Hoje com alguns vários fios brancos na cabeça, entendo os valores da minha mãe. Sabe esses fios brancos, a nossa casca, tudo vira pó. A essência, esta sim vai fazer história uns bons anos adiante mesmo quando você não estiver mais aqui. Eu envelheci mesmo, continuo envelhecendo sem parar, você também. Mas lembre que a nossa alma, essa sim precisa do maior cuidado.”

P.s: Quero agradecer ao meu marido, meu pai, minha sogra, meus irmãos e meu afilhadinho lindo que passaram o dia de ontem comigo. P.s²: Gratidão a todos os que tiraram um minuto do seu dia pra me deixar uma palavra de carinho. P.s³: Quando o seu filho for revoltado na infância e adolescência, não se desespere, ainda há uma esperança para ele.

Um abraçasso da segunda idade.

foto: meu aniversário de 8 anos, em 1993 (minha mãe ali no cantinho)

Fiz um bolo. Mas não foi um bolo qualquer, não. É um bolo com aquele gostinho especial da infância, com sabor de aconchego de mãe. Passaram-se seis anos e dois meses desde a última vez que eu havia comido um último pedaço desse bolo. Falei pro meu marido e para os meus irmãos por anos seguidos: “não acredito que não peguei aquela receita com ela.” E que falta me fez o gosto dele por todos esses anos — perdido dentre todas as outras coisas que não tenho mais como preencher em minha vida.

Minha mãe sempre fazia esse bolo pro café da tarde, todos aqui em casa adoravam. Por esse motivo ela fez tanto, mas tanto, que às vezes sobrava até um último pedacinho esquecido na assadeira, sabe? Mas olha, comê-lo seis anos depois me renovou, me acalentou e você nem pode imaginar o quanto. O cheiro espalhado pela cozinha, a textura toda diferentona dele, o sabor. Voltei no tempo, para aqueles bons tempos.

Minha mãe sempre foi uma cozinheira de mão cheia, até os enormes bolos de aniversário com massa de pão de ló regada com guaraná (como esse aí da foto) ela fazia. Sabia que não era tarefa fácil tentar reproduzir o pão de pão dela. Tentei uma vez antes — semana passada — adaptando e unindo duas receitas que encontrei pela internet, mas não deu muito certo, ficou doce demais, mole demais. Então na segunda vez, mudei aqui e ali na minha receita e voilà: EU EMOCIONADA ~literalmente ~ COMENDO O FAMOSO PÃO DE PÃO DA MINHA MÃE. ♥

Na minha cabeça, tocava “we are the champions” ao saboreá-lo mas admito que ainda não cheguei na perfeição da receita. Tô quase lá e isso me fez tão feliz, mas tão feliz — a ponto de dividir em rede social e afirmei na postagem que com certeza havia o dedo dela nisso. Foi através de um comentário (gratidão, Michele) que pensei em dividir aqui no blog também essa senhora felicidade. Ela falou que havia ficado feliz por mim, pois são as coisas simples da vida que trazem a felicidade que o mundo almeja. Verdade, estas são pequenas coisas grandiosas, que muitas vezes passam despercebidas diante da loucura e das grandes ambições da vida.

Eu realmente pensava que nunca mais comeria esse “pão de pão” da minha mãe que tanto lembra minha infância e era feito somente pelas mãozinhas dela, com aquele amor que só a mãe da gente coloca em uma receita. Porque só o amor mesmo pra transformar pães dormidos em algo tão gostoso, tão gostoso que nunca saiu o gosto da minha boca. Lembrava dele sempre.

Como em cena de filme, bem no momento em que comi a primeira fatia, começou a tocar God do Lennon e isso me emocionou muito, de uma maneira única que não vou conseguir explicar. O sabor junto dessa canção me encheram os olhos e o coração de amor. Aquele amor de mãe. É como se por alguns instantes sentisse ela ainda mais perto de mim, quase que fisicamente comigo, o sabor na minha boca foi um afago dela na minha alma. E eu pude sorrir, sorrir como antigamente.

Felicidade é isso. E mais uma vez minha mãe me mostrou que ela está na simplicidade.

Que presente maravilhoso de aniversário. Muito obrigada, mãe.

Receber esse livro da editora Belas-Letras foi uma grata surpresa pra mim. Mais uma vez, a diagramação e o conteúdo simplesmente impecáveis, assim como o livro do Sensacionalista lançado em abril passado. O design de A Mulher Incrível por si só seria uma obra de arte, mas lê-lo do início ao fim só me confirmou a obra primorosa e encantadora que é esta nova publicação. Se ainda não ouviu falar sobre o livro, conheça um pouco agora!

Título Original: A Mulher Incrível
Gênero: Contos & Crônicas
Autor: Alexandre Petillo
Editora: Belas-Letras
Páginas: 127
Ano: 2016
Onde encontrar: Saraiva | Extra

Sinopse: Existem alguns tipos de mulheres que você vai encontrar na vida. Têm aquelas que te fazem enlouquecer por uma noite. Têm aquelas que vão chegar e vão te fazer esquecer todas as outras. Têm também aquelas que você acredita que quer passar a vida toda ao lado delas. E, ainda, aquelas que você realmente vai ter certeza que vai passar a vida toda lado a lado. E têm as mulheres incríveis. É sobre essas mulheres que Alexandre Petillo escreve seus textos, que viralizaram nas redes sociais, com centenas de milhares de compartilhamentos a cada nova história.

"Quero mais. Quero viver. Quero as manhãs, ela fumando um cigarro no meu ombro. Quero o que ela quiser me dar."

Resenha

Nos perdemos no mundo de Alexandre Petillo, um mundo de verdadeira adoração à figura da mulher — ou no seu caso, das mulheres. É assim que você vai se sentir ao ler o livro. Ele fala abertamente e sem firulas de seus vários amores e desamores, praticamente um diário publicado. Algumas vezes caímos na dúvida se um texto ou crônica em tons de desabafo realmente aconteceu ou é apenas algum incrível devaneio criativo do escritor. Com uma pegada bem cotidiana esmiuçada em detalhes, o livro apresenta uma escrita nenhum pouco cansativa, marcante e bastante descritiva com cenários e personagens quase palpáveis. Petillo consegue nos envolver com sua musicalidade, poesia e cinema. As inspirações de sua escrita nos enchem os olhos ao mesmo tempo em que nos esvazia quando outra “mulher incrível” some durante a jornada do ‘mocinho-nem-tão-mocinho-assim’. Em alguns momentos conseguimos sentir uma certa compaixão pelo autor, como quando desabafa a loucura que fez por uma ex-namorada (e foi uma baita loucura mesmo!). É no texto Minha Maior Loucura de Amor, onde recebeu indiferença dessa incrível mulher que ele havia perdido mas queria reconquistar à todo custo. O trecho é inclusive, um dos meus favoritos. Carregado do melhor ingrediente: um amor não mais correspondido. O triste e poético de tudo isso é Petillo em meio à sua loucura, reconhecer que sua atitude não fazia sentido e assumindo ter seguido seu coração e esquecendo totalmente a razão (como todo ser humano faz). Petillo é isso. É humano, gente como a gente. O que seria da poesia se não existisse a loucura e a tristeza?
Com muito rock n’ roll (que tanto amo), munido de Beatles e Patti Smith, na companhia de James Bond, Bruce Springsteen e Leonard Cohen, com suas cervejas e seu inseparável cigarro, Alexandre nos traz um achado em forma de livro. Dá vontade de sentar numa mesa de algum boteco e ouvir suas histórias. E acreditar nelas — ou não.

trecho de "Minha Maior Loucura de Amor"

"Era final de 2010 e Paul McCartney encerrava seu show com a clássica The End, eu já tinha me debulhado em lágrimas. Beatles é a banda da minha vida. Nunca tinha visto um show de algum beatle, aquele era um momento emocionante demais. Para completar, eu tinha acabado de levar um pé na bunda da mulher que eu acreditava ser o amor da minha vida."

Livro A Mulher Incrível
Um dos meus textos favoritos do livro.

"Ela queria só sentir, eu queria dizer. Justo eu, que sou calado. Queria te dizer que se você precisar de um amor, eu sou o seu homem. Se quiser só um amante, eu faço tudo que você me pedir."

"Era tarde de domingo, esse que é o dia mais melancólico. Você precisa de um esforço para não se esconder do mundo. E aí vem ela. Que me seduz só com a possibilidade de uma imagem. Que me conquista só com a aparição de seu nome."

Considerações finais:

Como vocês mesmos podem ver, o livro é todo lindo. Adorei. Simplesmente adorei do início ao fim. É essencial para pessoas como eu, que curtem romantismo e boas histórias. O tipo do livro que dá vontade de sair escrevendo crônicas sobre amores e seus desamores! Devido destaque para meus textos favoritos: I’m Your Man, Ela O Verbo, Sempre Teremos a Eternidade, Minha Maior Loucura de Amor e Stay. Dá gosto de ler o Petillo, de tão humano quanto a gente é no nosso cotidiano. Fora o preço do livro que tá uma lindeza perto dessa maravilhosa obra!

E aí, ficou curioso pra ler um pouco do Alexandre Petillo? Já conhecia o autor?

Abraçasso

O frio se arrasta pelas ruas enquanto bate o queixo e esfrega as mãos. Ali perto, uma varanda consegue mantê-lo afastado. Não que eles não gostassem do frio ~ afinal, ele era uma bela desculpa. Abraçados com o corpo colado para aquecerem um ao outro, sorrisos escapam enquanto brindam vinho barato. Para eles dois, o melhor vinho de todos. Ah, tampouco importa! Mãos, cheiros, lábios, dois corpos e um desejo mútuo, o mais secreto de todos. Com o rosto em chamas e o coração clamando por mais, ela sorri como se nada mais importasse. E ele, ainda não acredita que está mesmo corpo à corpo colado nela. Quem um dia imaginaria? Para ambos naquele instante, o amanhã não existia. Literalmente relativo, talvez o frio tenha congelado as horas. E assim, se perdiam no tempo de uma quarta à noite. Aquela, dos enamorados.

Durante o perigoso jogo que se dispuseram a jogar, pausa para mais um gole de vinho. Mas… e se a garrafa acabar? Álcool + amor: a mistura perfeita pra manter o frio do lado de fora dessas duas almas que se encontraram. E bebem até a última gota, dane-se a dor de cabeça amanhã. Pausa para o cigarro. Tanto faz. Uma tortura deliciosa com gosto de uva rola solta entre eles. O medo do amor já não existe, eles se completaram de forma única e se entregam drasticamente ao sentimento ainda desconhecido: doce e suave, porém embriagador como o vinho que ainda aguça o paladar. Um compreende a loucura do outro como nunca visto antes por nenhum dos dois.

Os corpos já não querem a distância e os corações não se separam desde aquele primeiro beijo, talvez eles ainda nem perceberam isso. Depois de uma dança de total entrega, como dois amantes, caem num sono profundo e acolhedor dividindo a pequena cama. E eles adoram. Quanto menor a cama, mais pele com pele.

— Acorda, são duas da manhã.

A fumaça do cigarro paira no quarto. Eles sentem que não tem como adiar: é a hora da despedida. E que dolorida, angustiante, de congelar qualquer coração. Não é exagero dizer, culpa desses dois corações que não querem mais se afastar. O carro dela vai embora e some no breu da madrugada. A danada da solidão toma conta da cama dele com o aroma ainda quente dos dois corpos nus.

Mas calma, coração. Sexta começa tudo outra vez.

crônica por
Beatriz Aguiar

Depois de um breve sumiço, volto com uma resenha de um dos livros que li esse ano.
Assassinato no Expresso do Oriente foi publicado originalmente em 1934 e a autora Agatha Christie, é reconhecida mundialmente como a rainha do crime.

Título original: Murder on the Orient Express
Gênero: Romance Policial
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 196
Ano: 2011
Onde encontrar: Submarino | Extra

"Mon ami, se quiser pegar um coelho, enfie alguma coisa em sua
toca. Se houver coelho ali, ele correrá."
Hercule Poirot

Resenha

Hercule Poirot é um ex-policial belga e um detetive peculiar que utiliza métodos próprios para desvendar seus casos brilhantemente. Quando ele chega em Istambul recebe um telegrama no hotel Toklatian – que se hospedara – onde pediam urgentemente o seu retorno à Inglaterra para solucionar um caso com uma reviravolta. Então, o bigodudo M. Poirot pega o Simplon Orient (o Expresso do Oriente) a caminho de Londres, mas a certa altura da viagem o trem é obrigado a parar por conta de uma forte nevasca e um assassinato acontece durante a madrugada. Na manhã seguinte, Poirot é informado que um homem americano com muitos inimigos é assassinado brutalmente à facadas dentro de sua cabina, no trem da Companhia Internacional de Wagon Lites. Poirot precisa utilizar as células cinzentas de seu cérebro mais uma vez para descobrir quais passageiros desse trem é o assassino. Dentro do vagão de primeira classe, haviam doze passageiros. Poirot começa ali sua investigação, observando o local do crime e conseguindo uma prova, onde confirma que o tal homem que fora assassinato usava um codinome. Ele fora o mentor do caso de sequestro mais horrendo e frio da época, com uma enorme repercussão em toda a América do Norte. Entre senhoras ricas, dama de companhia, coronel, jovem governanta inglesa, valete, médico grego e os próprios funcionários da companhia, Hercule Poirot toma seus depoimentos e começa ali sua busca implacável.

O detetive tirou a cigarreira do bolso e acendeu um cigarro. Seus olhos pareciam sonhar. - É isto que torna o caso tão interessante para mim - comentou. - Todos os caminhos normais nos foram cortados. Será que essa gente diz a verdade ou está mentindo? Não temos como saber. Tudo se resume em exercício mental.

Apesar da leitura um pouco cansativa por conta dos depoimentos a parte com horários descritos e tudo mais, a leitura é agradável e nos prende do início ao fim. O final me soou um pouco decepcionante, esperava um desfecho digamos, diferente. Admito que é minha primeira leitura de Agatha Christie, a rainha do crime, talvez por isso eu tenha estranhado um pouco. Acredito que até mesmo por isso o final foi um pouco decepcionante: o que eu menos esperava foi o que realmente aconteceu e isso que torna o livro tão brilhante.
Para o meu primeiro romance policial de Agatha, no somatório geral, achei bem interessante a leitura. Há várias reviravoltas e um jogo de gato e rato onde não falta suspense, muitas perguntas surgem e quando achamos que pode estar o caso solucionado, outras dúvidas aparecem. Agatha é realmente maravilhosa, cria uma teia de relacionamento entre todos os personagens durante o livro, estes inclusive, muito bem descritos fisicamente e psicologicamente: por isso é tão incrível tentarmos descobrir como solucionar o caso junto de Hercule Poirot. Mas volto a dizer que esperava um pouco mais pelo burburinho em cima do título, mas para quem tem vontade de conhecer a literatura de Agatha, indico o livro.

Certamente - concordou Poirot -, e ainda mais quando há uma desavença. Mas este é um crime diferente. Tenho o meu palpite, meu caro amigo, que este crime foi cuidadosamente planejado. É um crime longamente premeditado, até mesmo ensaiado. O crime indica um cérebro frio, deliberado, eu diria anglo-saxônico.

Considerações finais? Que Hercule Poirot é um detetive brilhante, não haveria outro melhor para solucionar o assassinato no trem. As últimas 10 páginas do livro ele disserta exatamente como tudo aconteceu e as tentativas em vendarem seus olhos diante do crime. Fora que essa edição de capa dura é a melhor que um livro pode ter! O livro é muito bonito e vale a pena cada centavo!

Abraçasso da Bia.

Orkut: Porque relembrar é viver!
Prestes a completar 2 anos do seu fim, um post para a rede social dos nossos corações. <3

Oi, gente. Quem viveu a era Orkutiana sabe o quanto ela era divertida sem os estrelismos e a ostentação do Facebook nos dias atuais. Costumo dizer que no tempo do Orkut o povo assumia sua tosquice não dando a mínima pra isso e exatamente por isso era tão divertido! O lance é que o querido Orkut não está mais entre nós ~ rest in peace ~, porém, recuperei meu “profile” com todos os scraps que restaram, os depoimentos e as comunidades que fazia parte ~ o que eu mais queria ~ pois a Google manteve o seu arquivo com todas as comunidades, descrições e tópicos que resistiram ao fim dessa geração. E claro que eu não me lembrava de todas que participava, por isso recuperei meu perfil.

Minha vida no Orkut teve início em 2005, após minha fase Fotolog. Na época mandavam convite para nosso e-mail e só a partir dele que podíamos criar um profile no Orkut. Se não me falha a memória, quem mandou foi uma amiga, a Franciele, acho que o fotolog dela era fran_sk8, algo assim. Lembra, Fran? HAHAHAH, old times. Infelizmente o titio Zuckerberg criou o Facebook e vários amigos já tinham, os mesmos viviam mandando convites. Me rendi ao FB no início de 2011 e desde então fui abandonando o Orkut aos poucos, mantive o perfil apenas para guardar fotos e falar com o meu marido ~ na época namorado, pois ele não tinha um perfil no Facebook.

Caso você lembre das expressões “o que falar dessa pessoinha..”, “propagandas somente nos tópicos permitidos”, “ciclano invadindo aqui”, “só add conhecidos com scrap”, “participa aí da minha comu” e “retribuindo a visitinha”, ou, se dava um confere para saber quais amigos eram seus fãs, participava de joguinhos nos tópicos das comunidades, apagava seus scraps e deixava só aquele especial, quebrou a cabeça escolhendo apenas 12 fotos para pôr no álbum na fase inicial da rede, mandou depoimentos para não aceitar (já prevendo a necessidade das mensagens do Facebook), começou a namorar e esperou o(a) namorado(a) mudar o status para namorando, chegou a acreditar que era 100% sexy, 90% legal e 90% confiável, escrevia em [i]itálico[/i] e [b]negrito[/b], colocou trecho de música no “quem sou eu”, usava a comunidade Discografias para baixar música e se achava popular quando uma foto tinha mais de 20 comentários, aqui é o seu lugar para voltar ao mundo perdido do Orkut. :)

Pensando no tempo que passou, algumas coisas não mudam mesmo..

1. Se há dez anos atrás eu já carregava esse sentimento, o mundo de agora só fortaleceu.

Comunidade do Orkut Nasci na época errada

2. Quem conhece a fama do falecido ex-presidente russo sabe do que eu tô falando. #Yeltsinfeelings

Comunidade do Orkut Bebo e viro político

3. E vou morrer cafona! Não tenho dúvida alguma.

Comunidade do Orkut Sou cafona

4. De lá pra cá minha velhice só aumentou..

Comunidade do Orkut Velhice precoce

5. Apesar de tudo o que já me disseram, continuo acreditando até hoje.

Comunidade do Orkut Eu creio

6. Atualmente falando, um "pouco mais" autossuficiente.

Comunidade do Orkut Autossuficiencia

7. Para alguns familiares, conhecidos e vizinhos. Quem nunca se desiludiu musicalmente com alguém?

Comunidade do Orkut Desilusão musico-amorosa

8. Porque nunca fui obrigada, bjs.

Comunidade do Orkut Sem ritmo

9. É claro que minha opinião não mudou, a única mudança é que o namorado virou marido. SALVEI MESMO ELE, GENTCHY! Que orgulho!

Comunidade do Orkut Salvei meu namorado

10. Me escutem: o mundo vai acabar e só restarão as baratas, Keith e sua garrafa de vodka.

Comunidade Orkut Keith Richards Baratas

Estas foram minhas comunidades eleitas, mais adiante postarei outras que eu gostava de participar e que me representam até hoje. ♥ Acho que a internet era realmente mais feliz e divertida naquela época. Talvez eu tenha tanto carinho assim porque foi uma época boa, me lembra do começo do meu namoro e todas aquelas coisas que o cara acha bacana quando se tem vinte anos.

Rolou uma nostalgia por parte de vocês do finado Orkut também?!
Quais comunidades você ainda se lembra e te definem até hoje?

Abraçasso e bom feriado.

Sensacionalista em livro! Não poderia ter uma data diferente para o lançamento: PRIMEIRO DE ABRIL! O estrondoso sucesso da internet agora em um novo formato, em livro para você ter sempre na sua estante!

Quando recebi o meu exemplar em casa, ~ o primeiro da minha parceria com a Belas-Letras ~ mal acreditei! Ele é tão bonito e com um conteúdo tão bacana e atual. Um prato cheio para nós brasileiros, que criticamos o que nos incomoda sem perder nosso bom humor! Afinal, bom humor é tudo hoje em dia.

Título Original: Sensacionalista – Isento de Verdade
Gênero: Humor
Autores: Nelito Fernandes, Marcelo Zorzanelli, Leonardo Lanna e Martha Mendonça
Editora: Belas-Letras
Páginas: 189
Ano: 2015
Onde encontrar: Loja Belas-LetrasSaraiva | Livraria da Folha

SINOPSE: Você fica on-line e não sabe mais o que é verdade e o que é mentira? De repente você se dá conta de que a realidade parece piada e as piadas poderiam ser reais? Aquele seu amigo depressivo e autodestrutivo exibe uma vida radiante e cheia de significado no Facebook? O apocalipse é um dia sem o Whatsapp? Então seja bem-vindo ao mundo do Sensacionalista, o portal de humor da internet com 2,5 milhões de fãs mais isento que você já conheceu… Depois de ler este livro, você vai ter certeza que, se no futuro alguém resolver estudar nossa geração, pelo menos vai se divertir muito – e talvez chegue à conclusão de que tudo não passou de uma grande farsa.

RESENHA: A editora Belas-Letras teve a brilhante ideia e o cuidado em oferecer um livro engraçado e com uma belíssima edição. Não apenas pela qualidade da impressão, do papel ou da capa em auto-relevo, nem das cores escolhidas: o livro é todinho impresso nas cores do site Sensacionalista: vermelho, preto e branco. Nem por conta dos gráficos, que também são pra lá de incríveis. Mas pelas famosas manchetes divididas em categorias, escolhidas a dedo com todo o carinho da equipe.
O site com cara de jornal sensacionalista ganhou um livro impecável e como de costume, muito engraçado. Logo na capa traz a notícia “pagar por um livro que está na internet é sinal de genialidade, dizem especialistas”, uma clara alusão para induzir pessoas ao consumo desse livro e carregado do ingrediente principal do Sensacionalista: a ironia. Nessas horas me pego pensando se o nome Sensacionalista veio como uma crítica aos telejornais que conhecemos por aí ou por ser apenas sensacional mesmo!
O livro é um apanhado dessas ácidas críticas travestidas de notícias. Sim, você pode até pensar que o Sensacionalista é somente uma página de humor, mas procure ler com atenção as manchetes absurdas, existem duras ~ e muitas vezes claras ~ críticas ao nosso governo, ao consumismo, ao comportamento, nosso cotidiano, sobre a nossa falta de cultura e zoeiras de importantes empresas. Claro, com aquela boa pitada de humor digna do Sensacionalista, coisa que realmente não falta nesse livro. Por várias vezes me peguei rindo sozinha igual uma maluca. HAHAHAH
Esse é um daqueles livros para ler em um dia difícil, sorrir e rir das desgraças da vida. Afinal, nós brasileiros temos o bom humor enraizado dentro de nós mesmo nos momentos mais difíceis.

E aí? Curiosos com o livro do Sensacionalista?!

sensacionalista capa 2 - blogsince85

Um abraçasso e bom fim de semana!

Fala, povo querido!

Estreando o blog na seção de resenha literária: o meu primeiro livro lido em 2016. Uma bela indicação da querida Natália, do blog Only Secret Dreams. Acabei lendo a sua publicação sobre 10 Livros Para Ler Nas Férias e fui correndo na livraria mais próxima comprar um exemplar de “Fiquei Com o Seu Número” para levar comigo nas férias, seduzida pela leitura leve e pela comédia que o livro teria. Inclusive, uma comédia romântica pra ninguém botar defeito, eu diria. P.s: Li o livro em três dias.

Título Original: I’ve Got Your Number
Gênero: Romance
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 464
Ano: 2012
Onde encontrar: Saraiva | Amazon

Resenha

Fiquei Com o Seu Número tem uma linguagem leve, de fácil absorção e agora entendo o porquê de Sophie Kinsella ser tão famosa e possuir tantas admiradoras de blogs literários — alô Bianca e Thaís! O livro é escrito pela autora inglesa em primeira pessoa. Você se sente o tempo todo como uma autêntica amiga da personagem principal, o que é apaixonante!

Poppy Wyatt é o tipo de amiga que toda garota deveria de ter, ela é engraçada, atrapalhada e escreve incríveis notas de rodapé. HAHAHA! Fisioterapeuta com os pés no chão e a cabeça no mundo da lua. É noiva de Magnus Tavish: inteligente, bem sucedido e o homem perfeito para Poppy — e também para suas amigas, principalmente para a escandalosa Annalise, que a inveja descaradamente. Seus sogros, Wanda e Anthony Tavish lhe causam arrepios: intelectuais e com ironias incompreensíveis para Poppy — porém, Magnus merece todo o esforço. Afinal, nas palavras de Poppy “ele é o homem perfeito”.
Numa bela tarde comemorando sua despedida de solteira — acompanhada por suas amigas e sua cerimonialista — um incidente acontece no saguão do hotel e o seu anel de noivado some. TRAGÉDIA, POPPY! Começa então a saga de Poppy atrás de seu bendito anel de esmeralda e diamantes, na família de Magnus há três gerações. TRÊS GERAÇÕES, srta Wyatt!
O desenrolar da história é um círculo vicioso, a autora consegue criar vários acasos com reviravoltas surpreendentes, o primeiro deles é o fato de Poppy ter seu celular roubado assim que percebe o sumiço do seu anel e acaba tendo a “sorte” (se é que ela consegue ter durante o desenrolar do livro!) de encontrar um outro celular.. no lixo do hotel! Totalmente desesperada e somando o fato de Poppy precisar de um número para contato com os funcionários do hotel caso encontrem o tesouro perdido, Poppy se agarra ao celular desconhecido que parece um celular empresarial. E logo surge o dono dele com nome e sobrenome: Sam Roxton, o misterioso executivo bon vivant da imponente “White Globe Consultoria” que havia dado este celular para sua assistente Violet, afim de mantê-lo em dia com todos os seus e-mails, mensagens e agenda de compromissos.
Poppy não vai devolvê-lo e propõe que o manterá informado sobre todos os e-mails e mensagens que chegarem até ela. Porém, o que ela não sabia é que assim entraria no mundo de Sam, apenas com este celular. E automaticamente ele acabaria entrando na vida dela: FOCO, POPPY, TENHA FOCO!
Querendo ajudar à sua maneira, ela se mete em muitas enrascadas e envolve Sam dentro delas, como confusões com sua ex — uma perseguidora dissimulada assumida, funcionários, amigos e até com o pai de Sam! São muitas as cenas cômicas descritas de forma única, como o primeiro encontro entre Sam e Poppy e a ajuda de Sam para encobrir a perda do anel de noivado. Mas a maior reviravolta de todas: a ajuda de Poppy com um problema que poderá interferir no futuro da empresa em que Sam trabalha. Uma trama simples, mas que envolve muitas traições e vários relacionamentos conturbados, típicos do ser humano.

Durante a sequência dessa história, nossa “heroína” se mete em muitas aventuras, ajudando Sam a manter sua agenda em dia. Mas ela vai muito além disso. Mas até onde?

Quanto ao desfecho, típico das comédias românticas!

Livro Fiquei Com o Seu Número

P.s: que medo de colocar algum spoiler importante!

Espero que deem uma chance para o livro porque ele é realmente apaixonante. Sophie trouxe um desejo adormecido em mim: o de ler um livro atrás do outro! E assim tenho feito desde então.

Curtiram a primeira resenha do blog? Já leram esse livro ou algum outro da autora? Vamos conversar sobre livros, gente. <3

Um abraçasso e boa semana.

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