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pode vir 2018, seu lindo!

Eu sei, bati um recorde absurdo em ficar off do blog, mas não vou me apegar nisso. Nem vou me culpar, já bastaram meus 32 anos de vida para compreender que cobranças não são nada legais com a nossa saúde. (fica a dica aí)

Na última parte de 2017 tive uns problemas chatinhos que me tiraram dos livros e mataram um pouco o ânimo do blog, uma exaustão monstra mesmo. Mas também novas iniciativas no fim de 2017. O último ano passou num jato e teve algumas coisas bem ruins, mas pô, teve uma porrada de coisa legal também. Então bóra dar um peteleco no que houve de ruim e guardar somente as coisas bacanas? Caso quem pense que foram poucas: tchau 2017 e foco em 2018, gente!

É clichê – e pra caralho dizer – mas é realmente bom começar o ano renovado por dentro. Não ficar só na conversa, mas buscar novas atitudes e novos pensamentos. Meu pai costuma dizer que a mudança do ano é algo criado apenas pelo homem. Concordo com ele, mas tenho um lado meio místico que acredita que quando o ano vira, novas coisas surgem e é a hora certa de atrair boas energias pra si e desapegar do que rolou de ruim no último ano.

Não sou o tipo de pessoa que precisa pular sete ondinhas, mas procuro vestir branco e ter uma boa virada na noite do reveillon. Não precisa levar ao pé da letra, mas vai que ?

Até mudei a cor do cabelo pra começar o ano diferente HAHAHAHAH

Enfim, o recado com esse post é: não tenham medo! Dá aquele friozinho só de pensar no que um novo ano nos reserva, não é? Cuide da saúde física e mental, coma bem, não dê chance às cobranças, viva da melhor maneira. Ame. Crie novas oportunidades, se afaste do que te fizer mal, faça o bem quando for possível. (minhas metas para esse ano)

Pode vir 2018 ♥
Um lindo e feliz ano novo, pessoas!

Em 2010 perdi minha mãe e foi devastador pra mim e pra nossa família. Quando digo ‘família’ falo do meu pai e meus irmãos, nossa família (diferente de muitas) sempre foi apenas nós seis: meu pai, minha mãe, meus irmãos e eu.

Acho que por ter três irmãos nunca senti falta de conviver com primos. Nunca nos faltou nada, a gente se completava e se bastava. Continuando assim até hoje inclusive, a diferença é o reforço mega importante nela: meu marido. ♥

Quando minha mãe se foi, um pedaço da gente foi junto e nosso mundo ruiu. Na época acreditei ter sido a pessoa mais forte da família, e talvez fui mesmo. Senti que precisava me manter firme pra apoiá-los e fingir que estava tudo bem, tudo sob controle. Acreditava que dessa forma seria menos dolorido pra gente. Lembro que sozinha chorava até soluçar. Meu marido — na época namorado — estava do meu lado em alguns desses momentos e nada falava. E realmente não tem o que dizer, deixar chorar toda nossa dor é o racional.

O luto se transformou numa saudade dolorida que me consumia por dentro, dia após dia.

Depois de um tempo senti ainda mais falta dela. A ‘anestesia’ da perda tinha chegado ao fim.
Minha mãe sempre foi a alegria da casa, era no cheiro gostoso da comida, no rádio ligado enquanto cozinhava e cantava, a leveza na rotina da família. O tempo passou um pouco mais e eu tive de ‘aceitar’ essa ideia absurda de que ela tinha ido embora pra nunca mais voltar. Perder alguém que você ama é uma ferida que nunca cicatriza, não aceitamos nunca. Só quem passa pela mesma dor sabe o que se carrega no coração depois de uma perda gigantesca como essa.

Minha mãe era nova, cheia de vida, cheia de planos. Ela não queria morrer.

Como iria me conformar? Fui apenas vivendo dia após dia. Comemorei as vitórias, enfrentei meus problemas. Perdi amigos, fiz outros novos. Aprendi tantas coisas. Viajei para lugares tão bacanas. Noivei, me casei. Mas sempre me faltava ela, minha parceira pra sentar e contar da vida. Me pegava imaginando quais as reações dela diante dos acontecimentos da minha vida. Quais os conselhos. Ela sempre foi minha melhor amiga e eu a havia perdido pra sempre. Como aceitar?

A mudança maior..

No fim de 2013 me casei e o coração ficou um pouco mais apertado, saí de casa e deixei pra trás a vida com o meu pai e meu irmão. Senti como se estivesse abandonando-os. Viajei legal na maionese. Quando me mudei, voltei a morar na mesma casa em que nasci e cresci — e isso foi tão difícil. Aquela casa era muito a minha família e a década de 90: minha infância, a família toda reunida. Ela é grande, tem alguns cômodos não mobiliados e no início eu olhava com tristeza pra cada canto vazio da casa.

Depois dessa mudança veio uma fase emocional difícil. Eu não estava bem de alguma forma dentro da minha cabeça por conta disso. Me fechei. Não falava sobre o que sentia com ninguém. Ao mesmo tempo me sentia culpada pois minha família era maravilhosa comigo, meu marido super companheiro que me amava pra caramba e que não me deixava faltar nada. Mas não existe explicação quando algumas coisas dão errado e a tristeza, o medo e a ansiedade se espreitam nessas fragilidades.

Nessa época rolou uma sucessão de coisas ruins. Nosso cãozinho Jimmy morreu depois de tanto a gente lutar pela vida dele e de tanto vê-lo sofrer. Um granizo na minha cidade amassou por inteiro o nosso carro novo na época. Em apenas 2 meses, três tios meus faleceram e em seguida fiquei doente no último dia de trabalho antes das minhas férias.

Não aguentei o tranco.

Meu corpo ficou fraco e a cabeça enfraqueceu junto. Depois de uma semana de cama eu não sabia mais ao certo o que era, só a certeza de que nunca havia passado por isso. Corpo fraco, estresse, ansiedade, medo e tristeza.. assim tudo junto, num ponto de não conseguir nem sorrir. Se tinha motivos? Talvez não pra você. Não escolhemos o que sentimos e algumas situações soam diferentes para outras pessoas.

Ninguém acorda e pensa “hoje vou passar o dia triste”, sabe? Até porque sempre fui uma pessoa animada e agitada, palhaçona desde criança. Mas depois de crescer e viver certas perdas e situações, mudamos. Sinto muito lhe dizer isso mas é a verdade. Hoje agradeço por ter sido uma fase estranha — e difícil — que deixei pra trás. Ainda bem que tive ao meu lado essas pessoas que amo e que são tudo pra mim.

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Mas infelizmente nem todos conseguem atravessar situações como essa.
Resultado de que sentir tristeza diariamente e admitir é um tabu na nossa sociedade. Uma pena.

Este post é sobre as inúmeras pessoas que enfrentam fases assim todos os dias. Aquelas que ‘tudo está dando errado e a tendência é piorar’, que se sentem deprimidas além do normal e mantém isso em silêncio por medo de os outros acharem besteira. O que eu quero alertar com essa postagem é que você preste atenção nas pessoas. Dê carinho, um ombro amigo. É de graça e indolor.

Setembro é o mês da prevenção ao suicídio e sabemos que todo pensamento suicida começa com uma depressão. A depressão é uma tristeza insistente que se torna rotina não deixando espaço para mais nada, principalmente para as coisas boas que acontecem. A depressão começa quando nos sentimos fracos e impotentes diante da vida.

Que não seja só em setembro esse alerta, é preciso estar presente para quem você ama todos os dias do ano.
Setembro amarelo é todo dia.

Não ame só em setembro.

Título Original: Before I Go
Gênero: Romance, Drama
Autor: Colleen Oakley
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 322
Ano: 2016
Onde encontrar: Amazon | Saraiva | Livraria da Folha | Submarino

Resenha

Antes de Partir é um romance daquele bem dramático impossível não sensibilizá-lo ao virar de cada página. A tocante história é narrada em primeira pessoa por Daysi: 27 anos, estudante de psicologia e casada com Jack. Ele, veterinário em tempo integral e próximo da formatura de seu doutorado. Daysi teve câncer de mama porém venceu a batalha há 3 anos.

O tempo deles é curto desde quando se casaram, afinal, quando Jack se formar eles poderão viajar para algum lugar bacana como sempre sonharam. Quando Jack se formar eles poderão finalmente cuidar da reforma da casa. Quando Jack se formar, quem sabe, eles podem até se programar e ter um filho?

No terceiro ‘cancerversário’ (todos os anos ela comemora a vitória de sua batalha), Daisy descobre que a doença voltou e agora, muito mais agressiva. A partir dessa notícia, Daysi se preocupa com o futuro de seu marido e traça um plano audacioso e inusitado: a busca desenfreada por uma ‘nova esposa’ para ele. Sua força é comovente: ela esquece dos poucos meses de vida que lhe resta, para pensar exclusivamente no marido e em seu futuro desolador como jovem viúvo.

Ao passar as páginas descobrimos mais de Daysi e sobre como ela teve de ser responsável desde tão jovem. A personagem passa a questionar toda sua vida: o tempo que ‘perdeu’ tentando ser tão correta e organizada para esse ‘Monde de Câncer’ acabar com tudo. Se perde em pensamentos imaginando as coisas que sempre quis fazer e não fez. Será que vai dar tempo?

Simultaneamente, acompanhamos a luta pra manter sua sanidade e todo o distanciamento do marido, a tristeza e a solidão seletiva de alguém com um quadro tão grave de câncer. É triste? Sim, e muito. Mas ao mesmo tempo o livro consegue ser maravilhoso (e um tapa na cara da gente), muito difícil alguém não se identificar ou não se comover com a força da personagem principal e todos os seus medos futuros.

Considerações finais

Antes de Partir não é sobre morte, mas sobre o amor. Um sentimento puro e verdadeiro que envolve esse jovem casal e como eles lidam um com o outro no decorrer dos meses que antecedem a ‘partida’ de Daisy. Tudo é tão difícil de ser processado que o afastamento entre os dois é inevitável. Não por falta de amor, mas por haver amor demais. História emocionante pra quem vive um casamento, impossível não se identificar com o início da relação de Daysi e Jack. Nos colocamos no lugar dela e entendemos os seus receios na progressão da doença, de todo o amor cultivado que ela não quer abandonar.

Só achei a leitura um pouco cansativa e enrolada lá pelo meio do livro, durante essa loucura da busca por uma esposa, a autora focou mais que o necessário na minha opinião. Seria mais pungente explorar outros pontos da trama, principalmente do relacionamento entre Jack e Daisy. Porém, mesmo achando a leitura um pouco cansativa, a autora tem uma escrita ótima e com bastante fluidez.

A reta final dessa história vale por esse ‘erro’ da autora, terminei o livro emocionada e pensando ‘que maravilhoso seria caso virasse um filme‘. Sucesso na certa.

Já ouviu falar desse livro?

Abraçasso

Coisas que mais amo em você ~

Um relacionamento necessita de muito amor, respeito e acima de tudo amizade. Casamentos não se baseiam apenas em ‘paixão’ porque pra mim seria superficial demais. Eu sei que não existe fórmula mágica e cada um é cada um, mas pra mim o amor, o respeito e o companheirismo estão no topo da pirâmide do que faz uma relação fluir e o sentimento crescer cada vez mais!

E bem no dia do nosso aniversário de 8 anos, listei as 8 coisas que mais amo em você. ♥ Sim, foi muito difícil chegar nesses 8 motivos apenas, meu lindo, pois todos os dias tu me dá um novo motivo pra saber que tu foi a minha escolha certeira na vida. Mas se é pra fazer uma surpresinha, vamos lá!

  1. TEU INSTINTO PROTETOR
    Tais sempre cuidando de mim (e cuida muito bem por sinal)
  2. TEU CARÁTER
    Ainda me surpreendo todos os dias ao ver o HOMEM confiável que me conquistou.
  3. TEUS BEIJOS DE BOA NOITE
    “Boa noite, minha linda.. dorme bem.. te amo!”
  4. TEU CHEIRO
    E não falo de perfumes, tá? (6)
  5. TEU CAFÉ
    Desde a primeira vez em que acordamos juntos com café na cama. <3
  6. TUAS MANHAS
    Porque tu és a pessoa mais manhosa que conheço, principalmente com sono!
  7. TEU JEITO LINDONICO
    O modo bodóquinho como tu fala e age comigo quando estamos sozinhos;
  8. TEU SORRISO
    Aquele sorrisão que me derrete e ilumina o meu dia!

 

Coisas que mais amo em vocêEu poderia listar aqui outros inúmeros motivos, alguns impublicáveis reconheço! A intenção é brindar esses nossos 8 anos de relacionamento falando sobre as 8 coisas que mais amo em ti, desde aquele nosso primeiro beijo! Que bom que passamos a não viver mais um sem o outro desde aquela noite.. e espero que assim seja pra sempre.

Obrigada, meu lindo. Por tudo mesmo!

Um abraçasso só pra ti, meu lindo! ♥

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